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Cinema perde mestre realizador Zeffirelli aos 96 anos

Italiano apaixonado por ópera e Shakespeare morreu vítima de doença prolongada.

16 de junho de 2019 às 10:44

A fundação com o seu nome despediu-se dele de uma forma terna e simples: "Ciao maestro." Admirador de ópera e do teatro de Shakespeare, o realizador italiano Franco Zeffirelli morreu este sábado, aos 96 anos, vítima de doença prolongada. Para trás deixa uma carreira de mais de seis décadas, distribuída por cinema, teatro, televisão e música, conseguindo fazer a ponte entre a Florença natal e Hollywood.

Zeffirelli sonhou ser arquiteto, começou por estudar na Academia de Belas-Artes, mas a Segunda Guerra Mundial interrompeu o primeiro desejo.

Foi assistente de realização de Luchino Visconti, em filmes clássicos como ‘A Terra Treme’ (1948), até abraçar, nas décadas de 1950 e 1960, a ópera. Inspirado num avô maestro, encenou várias obras de Rossini e Do- nizzetti para o Scala de Milão e foi amigo da diva Maria Callas.

O cinema em nome próprio começou logo com uma nomeaçãopara o Óscar de Melhor Realizador, com ‘A Fera Amansada’ (1967), em que dirigiu o casal Elizabeth Taylor e Richard Burton. A influência da obra de William Shakespeare cresceu no êxito comercial de ‘Romeu e Julieta’ (1968) e na versão com Mel Gibson de ‘Hamlet’ (1990). Na televisão deu nas vistas com a minissérie em dois episódios ‘Jesus de Nazaré’ (1977).

Homossexual assumido (teve um caso com Visconti), católico e muito zeloso da privacidade, disse adeus ao cinema em 2002 com ‘Callas, a Diva’, com Fanny Ardant. Franco Zeffirelli deixa dois filhos adotivos.

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