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Editora Dom Quixote lamenta a morte e compromete-se a trabalhar para promover obra de António Lobo Antunes

António Lobo Antunes foi Prémio Camões em 2007.

05 de março de 2026 às 09:40

A editora Dom Quixote lamentou esta quinta-feira a morte do escritor António Lobo Antunes, aos 83 anos, e reafirmou o seu compromisso com a divulgação e promoção de uma obra "cuja importância ultrapassou fronteiras".

"Foi com profunda tristeza, e ainda a recuperar do choque, que recebemos a notícia, esta manhã, da morte de António Lobo Antunes, nome maior da literatura portuguesa, autor de romances que ficarão para sempre na memória dos seus leitores e admiradores", pode ler-se numa mensagem publicada nas redes sociais da editora de sempre do escritor.

A editora compromete-se "a continuar a trabalhar e a promover a sua obra, cuja importância ultrapassou fronteiras" e "despede-se assim do grande escritor português, o verdadeiro escritor, que dedicou toda a sua vida à literatura, prestando-lhe a devida e merecida homenagem e deixando sentidas condolências à sua família, aos seus amigos e aos seus leitores".

O escritor António Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu hoje aos 83 anos.

António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

O seu primeiro livro, “Memória de Elefante”, surgiu em 1979, logo seguido de “Os Cus de Judas”, no mesmo ano, sucedendo-se "Conhecimento do Inferno", em 1980, e "Explicação dos Pássaros", em 1981, obras marcadas pela experiência da guerra e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal.

A República Portuguesa condecorou-o com o Grande Colar da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de “Commandeur” da Ordem das Artes e das Letras, em 2008.

Foi Prémio Camões em 2007.

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