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Festival Monstra celebra 25.ª edição dedicado à natureza e assinala 50 anos da Aardman

25.ª edição realiza-se no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa e no Cinema City Alvalade, em Lisboa.

12 de março de 2026 às 07:19

O Festival de Animação de Lisboa -- Monstra começa esta quinta-feira, com quase 500 filmes programados, e vai ser dedicado à natureza e à sustentabilidade, com uma forte presença de cinema português sem esquecer o povo palestiniano.

A 25.ª edição da Monstra decorre até 22 de março e "propõe uma reflexão transversal sobre o planeta, a paisagem e a relação do ser humano com o meio ambiente", segundo a organização.

Neste tema, o festival tem várias sessões, como "Animação Reciclada", dedicada à reutilização de materiais na criação animada, e "Paisagens em Movimento", com a paisagem a ter o protagonismo narrativo, além de filmes portugueses neste contexto: "Ice Merchants", de João Gonzalez, "Agouro", de David Doutel e Vasco Sá, e "Abraço do Vento", de José Miguel Ribeiro.

Uma das competições, de curtas-metragens portuguesas, conta com os filmes "A Última Meia", de Carolina Batista, "Machinarium", de João Pedro Oliveira, "Argumentos a Favor do Amor", de Gabriel Abrantes, "Corça", de Maria Lima, "Lembra de Mim", de Bárbara Barreto, Caroline Soares e João Cadima, "Sombras de Nós Próprios", de Pedro Serrazina, "Amarelo Banana", de Alexandre Sousa, "Cão Sozinho", de Marta Reis Andrade, e "Porque hoje é Sábado", de Alice Eça Guimarães.

Há ainda sete longas-metragens de animação em competição, nomeadamente "Marcel e Monsieur Pagnol", de Sylvain Chomet, "Decorado" de Alberto Vázquez, uma coprodução entre Espanha e a portuguesa Sardinha em Lata, que está nomeada para os Goya, e "A Pequena Amélie ou a Personagem da Chuva", de Mailys Vallade e Liane-Cho Han, nomeada para os Óscares.

Pela primeira vez, o festival tem uma secção competitiva dedicada à média-metragem (entre 15 e 40 minutos), e entre eles estão as coproduções portuguesas "A Filha da Água", de Sandra Desmazières, e "Kosmogonia", de Karolina Chabier.

O Monstra "volta a solidarizar-se com o povo palestiniano", com "Para Gaza com Amor: Uma Animjam Global", composto por 56 microfilmes feitos por autores de todo o mundo, incluindo seis portugueses, com curadoria da realizadora britânica Joanna Quinn, que vai estar em Lisboa.

O Festival de Animação de Lisboa -- Monstra vai também incluir uma exposição baseada no espólio do divulgador Vasco Granja e a celebração dos 50 anos do estúdio britânico Aardman, de onde saíram personagens como Wallace & Gromit, Morph e Ovelha Choné.

O festival vai ainda reforçar a programação dedicada aos profissionais do cinema de animação, nomeadamente com a realização do Encontro de Produtores de Animação Ibero-Americanos e Bálticos e com várias 'masterclasses'.

A abertura será com um cineconcerto com o filme "O Pedro e o Lobo", de Suzie Templeton, com a Orquestra de Sopros da Academia de Música de Santa Cecília.

No Museu da Marioneta fica a exposição dedicada a um dos maiores estúdios de animação da Letónia, o Animacijas Brigade, a cumprir 60 anos.

O Festival Monstra realiza-se no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa e no Cinema City Alvalade, em Lisboa.

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