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Governo adquire espaço em Cascais por 3,45 milhões de euros para expôr Coleção de Arte Contemporânea do Estado

Espaço vai concentrar num único local um acervo de cerca de três mil obras, dispersas por vários espaços arrendados, garantindo uma poupança anual de 660 mil euros.

17 de dezembro de 2025 às 14:23

A Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), que integra cerca de três mil obras, ficará num espaço em Alcabideche, no concelho de Cascais, que será inaugurado até junho do próximo ano, anunciou esta quarta-feira o Governo.

O CACE Centro "será criado, no primeiro semestre de 2026", num espaço adquirido à Ellipse Foundation, por 3,45 milhões de euros, referiu o Ministério da Cultura, num comunicado divulgado, após uma reunião do Conselho de Ministros.

"A decisão concentra num único local um acervo de cerca de três mil obras, até agora dispersas por vários espaços arrendados, garantindo uma poupança anual de 660 mil euros", lê-se no comunicado.

A poupança foi uma das vantagens referidas pela ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, que decorreu em Sintra.

De acordo com a ministra, o montante poupado anualmente será "para investir em Cultura".

Outra das vantagens apontadas por Margarida Balseiro Lopes é a possibilidade de "ver reservas visitáveis". "As pessoas vão poder conhecer uma coleção que é sua, com condições ímpares de climatização, conservação e segurança", afirmou.

No comunicado é referido que o edifício que irá acolher a CACE, "que já cumpre os padrões museológicos internacionais, terá também um espaço expositivo próprio aberto ao público e linhas de programação articuladas com a circulação das obras, além de um serviço educativo".

A CACE é uma coleção pública que reúne obras de arte contemporânea adquiridas pelo Estado com o objetivo de apoiar os artistas nacionais, preservar a criação artística contemporânea e promovê-la junto do público.

Criada nos anos 1970 com o objetivo de se converter numa coleção representativa da produção artística nacional, a então "Coleção SEC" foi fazendo aquisições ao longo das décadas, mas ficou paralisada durante cerca de vinte anos.

As aquisições foram retomadas em 2019, através da criação de comissões para identificar obras de artistas plásticos contemporâneos, com vista à integração no programa de aquisição de arte contemporânea portuguesa do Estado.

Esse programa foi retomado pelo Governo depois de um grupo de 200 artistas plásticos ter, em 2018, exigido medidas urgentes para o setor da arte contemporânea ao então primeiro-ministro, António Costa, que lançou um programa de aquisições a dez anos, começando com um orçamento de 300 mil euros para 2019.

A CACE inclui trabalhos de pintura, escultura, fotografia, vídeo, instalação, entre outros meios, abrangendo diversas gerações e linguagens artísticas.

A coleção - cujas obras são cedidas a instituições públicas para exposições temporárias - tem estado em circulação pelo país em exposições apresentadas, nos últimos anos, em instituições de Lisboa, Porto, Aveiro, Tavira, Elvas, Beja, Castelo Branco, Vila Nova de Foz Côa e, no estrangeiro, em Itália, Espanha e China.

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