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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Jacinto Lucas Pires revê ‘Nome de Guerra’ de Almada Negreiros

A partir do romance ‘Nome de Guerra’, de Almada Negreiros, o escritor Jacinto Lucas Pires escreveu – a pedido de Nuno Carinhas – ‘Exactamente Antunes’, peça que acaba de estrear no Teatro Nacional São João (TNSJ), do Porto, onde estará até 1 de Maio, e que se assume como “comédia romântica, folhetim lisboeta, documentário social, musical americano e falso melodrama”.

18 de março de 2011 às 01:30

Em cena o público reencontra as personagens de Almada Negreiros, nas palavras de Jacinto Lucas Pires.

“Não se trata de uma adaptação nem uma dramaturgia”, explica Nuno Carinhas, que encenou o texto conjuntamente com Cristina Carvalhal, de quem é “admirador confesso”.

“Trata-se de um outro objecto, que toma o livro de Almada e verseja a partir dele. Daquilo que o Jacinto Lucas Pires me entregou, pouco foi alterado. Apenas algumas coisas foram acrescentadas na sequência de algumas experiências que fizemos com os actores”.

Sobre a encenação conjunta, o director do TNSJ garante que o entendimento marcou os trabalhos, desde o início.

“Inicialmente pedi à Cristina Carvalhal, cujo trabalho muito admiro, que encenasse o espectáculo sozinha. A meu cargo ficariam o cenário e os figurinos, mas ela disse-me que só aceitaria se eu encenasse também. Resultou muito bem, em regime de partilha permanente”, conclui.

As interpretações de ‘Exactamente Antunes’ estão a cargo de Joana Carvalho, João Castro, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Mané Carvalho, Paulo Freixinho e Paulo Moura Lopes.

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