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Correio da Manhã

Cultura
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Juiza é legítima autora do poema viral atribuído a Sophia de Mello Breyner

Texto foi publicado no blogue Cleopatra Moon, onde Adelina Barradas de Oliveira costuma partilhar os seus escritos.
Isabel Laranjo 16 de Fevereiro de 2019 às 01:30
Sophia de Mello Breyner
Juiza Adelina Barradas de Oliveira
n SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN nasceu a 6 de novembro de 1919, no Porto, e morreu em Lisboa a 2 de julho de 2004. Autora foi a primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões (1999).
O corpo de Sophia será trasladado para o Panteão Nacional, por proposta de deputados de todos os grupos parlamentares
Sophia de Mello Breyner
Juiza Adelina Barradas de Oliveira
n SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN nasceu a 6 de novembro de 1919, no Porto, e morreu em Lisboa a 2 de julho de 2004. Autora foi a primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões (1999).
O corpo de Sophia será trasladado para o Panteão Nacional, por proposta de deputados de todos os grupos parlamentares
Sophia de Mello Breyner
Juiza Adelina Barradas de Oliveira
n SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN nasceu a 6 de novembro de 1919, no Porto, e morreu em Lisboa a 2 de julho de 2004. Autora foi a primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões (1999).
O corpo de Sophia será trasladado para o Panteão Nacional, por proposta de deputados de todos os grupos parlamentares
Um poema que se tornou um caso sério de sucesso num País onde se lê cada vez menos. Ainda por cima com uma divulgação viral nas redes sociais e atribuído a Sophia de Mello Breyner Andresen, que morreu há quase 15 anos.

Houve quem gostasse e quem detestasse e o caso virou tema de conversa online com críticos a desdenhar da escrita e outros, gostando ou não, a duvidar da autoria do poema.

Certo é que, pela temática, com homenagem a temas recorrentes de Sophia, havia quem acreditasse ser mesmo da célebre poetisa. Por fim, surge a resposta.

O poema é, na realidade, da juíza Adelina Barradas de Oliveira, que nunca teve qualquer intenção de ser confundida com uma das suas autoras preferidas. Apenas, e só, quis prestar-lhe homenagem, em julho de 2009, no dia em que passavam cinco anos sobre a morte da poetisa, mãe do jornalista Miguel Sousa Tavares. 

"Afinal foi há 10 anos. E estava posta em sossego quando descobre o enorme desassossego provocado com o seu escrito. Mas como tudo na Vida e no Direito a César só o que é de César", esclareceu a juíza, no seu Facebook.

O poema de Adelina Barradas de Oliveira
"Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...e calma"
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