page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Lenny Kravitz quis honrar legado do movimento pelos direitos civis em nova canção

"Road to Freedom" foi escrita para o filme "Rustin" de Lenny, sobre o movimento pelos direitos civis da década de 1960 e que tem sido comparado com a morte George Floyd, em 2020.

07 de dezembro de 2023 às 17:53

O cantor Lenny Kravitz quis honrar o legado do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos na sua nova canção "Road to Freedom", que escreveu para o filme da Netflix "Rustin", disse em Los Angeles. 

"Tive a sorte de crescer num momento muito vibrante e incrível do movimento", afirmou o artista, num evento em que a Lusa participou. "Cresci numa família que me ensinou muito sobre direitos civis", continuou. "A minha mãe era uma das pessoas que estavam a fazer esse trabalho nos anos sessenta". 

Filho da atriz Roxie Roker, Lenny Kravitz ficou surpreendido ao perceber que não sabia muito sobre Bayard Rustin -- o arquiteto da Marcha sobre Washington a 28 de agosto de 1963, onde Martin Luther King Jr. fez o célebre discurso "I have a dream".

"O que me tocou foi perceber que sabia muito pouco sobre Bayard Rustin. E isso incomodou-me. Mas também acendeu um fogo em mim. As pessoas precisam de o conhecer". 

É sobre esta figura que ficou esquecida, por ser um ativista abertamente gay numa altura em que isso era tabu e ilegal, que o filme da Netflix protagonizado por Colman Domingo se debruça. 

"Rustin", realizado por George C. Wolfe, tem produção da companhia de Michelle e Barack Obama, Higher Ground.

Kravitz foi buscar a inspiração nas suas raízes para escrever uma canção em que "cada linha tinha mesmo de dizer algo importante". 

"Começa por dizer que estamos aqui para tornar o sonho realidade, é o que temos de fazer continuamente", explicou. "O sonho não é só sobre aquele tempo", considerou. "A letra é sobre andar para a frente, sobre fé, trabalho e unidade". 

A canção, trabalhada em Paris, inclui um coro gospel e uma sonoridade soul e ritmos e blues. Kravitz quis apontar para esses sons do sul no século passado ao mesmo tempo que chamou a atenção para o caráter intemporal da luta. 

"Estamos na estrada para a liberdade. A estrada é longa e árdua, e move-se de geração em geração", afirmou. 

O movimento desencadeado após a morte George Floyd, em 2020, tem sido comparado com o movimento pelos direitos civis da década de 1960, a que o filme se reporta. 

"Por mais longe que tenhamos chegado, ainda há muito caminho a percorrer", apontou o artista. "Isto é sobre o trabalho, a jornada, o continuar do processo". 

Kravitz disse que o que o marcou mais foi perceber que Rustin fez algo extraordinário, na altura, a maior manifestação de sempre em favor dos direitos civis e não só não teve o reconhecimento devido como não o procurou. 

"Foi alguém que fez algo monumental sem ser reconhecido, por ser alguém que não era aceitável naquele tempo", descreveu, referindo que há mais histórias assim que foram esquecidas. 

"Não é pela recompensa, mas fizeram algo incrível. Aquele evento foi muito importante para o legado de Martin Luther King Jr., a marcha e o discurso que ficou para sempre nos nossos corações e mentes".

O cantor disse que "Road to Freedom" é o seu contributo para corrigir o esquecimento a que Bayard Rustin foi sujeito.

A canção marca o regresso de Lenny Kravitz, que tem um álbum novo na calha, "Blue Electric Light", com lançamento marcado para 15 de março de 2024.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Vidas

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8