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Correio da Manhã

Cultura
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Linda Martini: "Continuamos a ser o mesmo grupo de amigos"

A reedição dos primeiros trabalhos é o mote para os concertos que o grupo vai apresentar este mês em Vila Real, Aveiro, Guarda e Lisboa.
Pedro Rodrigues Santos 14 de Março de 2015 às 15:35
A banda reeditou os álbuns antigos, a pedido dos fãs
A banda reeditou os álbuns antigos, a pedido dos fãs FOTO: Dunya Rodrigues
Dez anos após a estreia dos Linda Martini nas lides discográficas, que balanço faz à carreira do grupo?
Pedro Geraldes (guitarra e voz) - Tem sido um crescimento sustentado, quer em termos de público, quer na atenção que os media nos dedicam. Continuamos a ser o mesmo grupo de amigos a fazer música para nos divertirmo-nos.

Certo é que, desde o vosso disco de estreia, ganharam uma legião de fãs que vos tem acompanhado desde o primeiro momento...
Para nós, também tem sido uma surpresa. No início, conseguimos agarrar um público mais ligado ao punk e ao hardcore. Talvez isso se devesse ao percurso musical de cada um de nós antes de os Linda Martini terem sido formados, em 2003.

Foi importante a edição de 'Turbo Lento' para alertar os mais distraídos sobre a vossa música?
Acho que o disco, ao ser editado por uma editora de maior dimensão, beneficiou-nos em termos de promoção. E, de certa maneira, acabou por chegar a uma audiência mais vasta que, à partida, não seria o nosso público habitual.

Reeditaram em CD e em vinil toda a vossa discografia. Porquê?
Foi mais a força da necessidade do que o nosso desejo. Os fãs estavam sempre a perguntar-nos onde é que poderiam comprar os nossos discos. O problema é que não tinham hipóteses de comprá-los, porque todos estavam esgotados há vários anos. 

E porquê essa paixão pelo vinil, quando o nicho de mercado em Portugal é tão reduzido?
A edição nesse suporte acabou por ser o mais interessante para nós. Há muitos admiradores nossos que já nem sequer compram CD, mas que gostam de ter um álbum num suporte que acaba por ser especial.

O vosso último trabalho já tem mais de um ano. Vão lançar um novo disco ainda este ano?
Gostávamos deter um trabalho novo ainda em 2015, mas, provavelmente, a edição não será para este ano. Temos já três ou quatro canções fechadas, mas podem sofrer novos arranjos antes de entrarmos em estúdio.

Os Linda Martini tocam a 26,27 e 28 de março no Musicbox, em Lisboa. O que prevê para as três noites?
Acredito que vai ser algo muito especial, por tocarmos na íntegra um disco por noite. Provavelmente, também iremos tocar temas do último álbum, mas ainda nada foi decidido.
Vão ser concertos muito divertidos - já está a ser nos ensaios - por estarmos a recuperar canções que já nem sabíamos bem de que maneira é que elas eram tocadas.

Antes, vão passar por Vila Real (dia 19), Guarda (20) e Aveiro (21)...
Tivemos a felicidade de as três datas coincidirem com a reedição dos nossos trabalhos. Não vamos tocar nenhum disco na íntegra, mas antes um bocadinho de cada um deles.

Os vossos espetáculos são sentidos como se o Mundo estivesse para acabar. Essa energia ainda se mantém no seio do grupo?
O palco é o nosso espaço privilegiado, onde sentimos que somos mais genuínos. Continuamos com a mesma energia, embora nunca seja algo premeditado.Felizmente, ainda não estamos velhos para termos de tocar encostados aos amplificadores [risos].  
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