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Mark Lanegan era um dos últimos grandes ícones do grunge ainda vivos

Morte do cantor ensombra um género que muitos consideram amaldiçoado. Músico passou várias vezes por Portugal.

24 de fevereiro de 2022 às 10:13

Era um dos últimos grandes ícones do grunge ainda vivos. Mark Lanegan, o cantor da voz rouca que começou por se apaixonar pelo punk e acabou por ser pioneiro do último grande movimento rock da história da música, morreu na passada terça-feira, aos 57 anos, na sua casa em Killarney, na Irlanda. O grunge está mais pobre e a morte prematura de Lanegan vem ensombrar ainda mais um género que já muitos consideram amaldiçoado.

Nos últimos anos, o grunge viu partir Chris Cornell, dos Soundgarden, por suicídio (2017); Scott Weiland, dos Stone Temple Pilots, por overdose (2015); e Layne Staley, dos Alice In Chains, também por overdose (2002). Mas nos anos de 1990 já tinha perdido Andrew Wood, dos Mother Love Bone, por overdose (1990); Kristen Pfaff, das Hole, por overdose (1994); e Kurt Cobain, dos Nirvana, por suicídio (1994).

Mark Lanegan, da banda Screaming Trees, tocou várias vezes em Portugal e tinha, nos últimos anos, estabelecido uma relação estreita com os Dead Combo, com quem tocou algumas vezes e chegou a colaborar no disco ‘Odeon Hotel’. A sua voz ficou registada no tema ‘I Know, I Alone’, feito a partir de um poema de Fernando Pessoa, poeta de que o músico era apreciador e do qual tinha em casa ‘O Livro do Desassossego’. Durante a pandemia tinha participado numa campanha em defesa da cultura em Portugal. Peter Hook, dos Joy Division, dizia esta quarta-feira que Lanegan "levou uma vida louca com a qual muitos de nós nem consegue sonhar".

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