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Muralha da cidade com acesso ao público

Negócio entre privados não envolve o monumento tido como o berço da Nação.

18 de março de 2016 às 18:08

A propriedade da muralha nunca esteve em causa. O que foi comprado por um privado a outro privado foi o edifício contíguo à Torre da Alfândega e que tem um dos acessos ao monumento", explicou ao CM José Bastos, vereador com o pelouro do Centro Histórico na Câmara de Guimarães. O autarca garante até que, em breve, será possível visitar o topo da muralha, através da criação de um novo espaço de atração turística na cidade.

O projeto, avançado pela Câmara de Guimarães esta semana, vai criar um percurso de 250 metros pelo topo da muralha da cidade com acesso à Torre da Alfândega, onde se lê a inscrição "Aqui Nasceu Portugal". "É um projeto que tem um objetivo pedagógico que vai permitir que população e visitantes usufruam de um circuito utilizado durante séculos que ajudará a compreender a função da construção daquela muralha", explicou José Bastos.

O negócio da compra do edifício contíguo à muralha, onde funciona o histórico café Milenário, gerou polémica em Guimarães. A dúvida sobre a propriedade do monumento classificado como Património da Humanidade desde 2001, exaltou os vimaranenses. "Era impensável vender a muralha. Isto dava um levantamento popular", atirava José Maria Sousa, numa discussão com outros aposentados, em pleno largo do Toural. Manuel Machado, outro vimaranense considerou "um absurdo" a venda de um monumento que "é de Guimarães".

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