Banda toca esta sexta e sábado em Lisboa em duas datas para assinalar o Dia dos Namorados.
Embalados pelo espírito romântico que se vive por estes dias, Os Quatro e Meia sobem esta sexta-feira e amanhã ao palco do Meo Arena, em Lisboa, para dois concertos que prometem aquecer os corações mais apaixonados. Tiago Nogueira, um dos elementos do grupo, garante que os concertos foram "preparados muito em volta do tema do Dias dos Namorados", mas salvaguarda: "Este alinhamento um bocadinho mais ligado ao amor e ao romantismo até é meio cómico para nós, porque na verdade não somos os tipos mais românticas do mundo".
Garantidas, no alinhamento, estão "músicas que fazem parte dos primórdios do banda, os maiores êxitos, mas também alguns temas novos que ainda nem sequer foram lançadas". Os dois concertos contarão também com um convidado especial, mas esse só será revelado em palco.
Com as duas datas já esgotadas, Os Quatro e Meia atestam assim a relação de afeto que o público português nutre atualmente por uma banda que começou por acaso e que ainda hoje não vive em exclusividade da música, já que todos mantêm os seus empregos. "Esta relação do público connosco até é um pouco surpreendente. Cresceu de uma forma inesperada, embora muito gradualmente. Acho que quem foi chegando e gosta da banda foi percebendo o nosso registo e a nossa forma de estar. Somos pessoas que têm as suas profissões para lá da música e acho que as pessoas se revêm muito nisso, numa certa normalidade. Acho que dá um certo conforto imaginarem-se na nossa posição, como algo que podia ter acontecido com elas", explica Tiago Nogueira.
O músico reconhece que nem sempre é fácil conciliar a música com as profissões desempenhadas por todos (o grupo é formado por três médicos, dois engenheiros e um professor) e garante: "Enquanto não formos obrigados a tomar uma opção estamos confortáveis assim. Perder as nossas profissões também seria perder um bocadinho daquilo para que trabalhámos tantos anos e que também nos faz feliz.É difícil conciliar, claro que sim, sobretudo no Verão quando temos concertos e sabemos que na manhã seguinte temos de estar nos nossos trabalhos habituais. Mas a verdade é que tudo isto compensa, é como ir jogar à bola às sextas-feiras com os amigos. Já as nossas profissões habituais têm menos recriação e são mais rigorosas".
Após os concertos no Meo Arena, Os Quatro e Meia começam a projetar os concertos de verão ao ar livre, mas a intenção é regressar ainda este ano aos espetáculos mais intimistas. "Queremos muito voltar aos teatros e fazer concertos mais intimistas, mas isso é algo que só deverá acontecer depois do verão. No fundo é um bocadinho voltar às origens e aos instrumentos acústicos".
Com dois discos editados até ao momento, Os Quatro e Meia formaram-se em 2013 quando alguns dos seus elementos ainda era estudantes universitários e nada fazia prever que a música fosse um caminho a seguir. "O nosso início foi de tal forma improvável que nem tínhamos sequer uma sala de ensaios nem sítio onde gravar. Ensaiávamos em casa do Mário e do Ricardo, em Coimbra, quando os dois ainda estavam a estudar" recorda Tiago. "Era num terceiro andar numa avenida central da cidade e às vezes os vizinhos tinham que vir chamar-nos a atenção porque o som estava muito alto. Mas até acabámos por fazer amigos entre os vizinhos, e durante algum tempo uma das vizinhas até aparecia nos nossos concertos a dar-nos apoio" graceja. "Depois transitámos para um cantinho dentro do departamento de química da universidade, que na verdade ninguém nos autorizou, mas do qual também nunca ninguém nos expulsou". Passaram depois a ensaiar numa escola secundária, mais concretamente na sala dos professores, e só aos três anos de banda, e já com uma agência, é que o grupo teve a sua própria sala de ensaios.
Dão cerca de vinte concertos por ano, uns mais memoráveis do que outros, e alguns que ficam para a história. "O concerto mais bizarro que tivemos foi ainda nos primórdios da banda, talvez em 2015, em Vouzela, no festival da Vitela de Lafões, Na altura éramos tão amadores que nem técnico de som levámos. E então disseram-nos que o tipo que nos ia fazer o som era o mesmo que estava a grelhar a carne", recorda Tiago Nogueira. "É verdade que na altura não éramos grandes músicos mas ele ainda conseguia ser mais amador do que nós. Como se não bastasse, o concerto foi tão mal anunciado que tocámos para muito pouca gente, isto quando os lugares para o público se sentar eram fardos de palha. Agora quando estamos mais cansados ou mais em baixo, uma das frases motivacionais que usamos é: "Lembrem-se que já tocámos para mais fardos de palha do que para pessoas".
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