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‘Não vos arrancarei a língua’: peça de teatro tem duas personagens entre a comédia e a tragédia

Peça venceu o prémio da SPA/Aberto. Texto tem ecos de Samuel Beckett.

22 de dezembro de 2024 às 01:30

É o texto que venceu o Grande Prémio de Teatro Português do Novo Grupo e da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores, e está em cena no Teatro Aberto, em Lisboa, até 16 de fevereiro. ‘Não vos arrancarei a língua’, de Patrício Torres, estabelece um paralelo notório com ‘Os Dias Felizes’ de Beckett, ao deixar duas personagens estropiadas (talvez na sequência de um acidente de viação) que preenchem o tempo com conversas absurdas.

Convidado a dirigir a peça, Bruno Bravo admite ter ficado “contente” com o desafio e ter-lhe agradado um texto “peculiar a nível da linguagem”, que deixa o espectador em estado de dúvida, obrigado a dar sentido ao que se diz em cena, mas sem reter qualquer certeza.

“A receção ao espetáculo está a ser muito interessante e cada espectador vê um espetáculo diferente – o que me agrada bastante”, garante o encenador, que levou atores da sua estrutura (Primeiros Sintomas) para a Sala Vermelha do Aberto. André Pardal e Rita Correia dão corpo a estes seres meio perdidos, que falam de um filho que não sabemos se existiu mesmo ou apenas vive nas suas fantasias e que parecem fascinados com a juventude e com a existência de um Deus distante no qual gostariam de poder acreditar. Para ver de quarta a domingo.

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