Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
5

Nicolau Breyner: uma vida dedicada às artes

Ator começou a estudar canto muito cedo.
14 de Março de 2016 às 17:12
Em 'Show Nico', misto de stand-up com espetáculo musical, Nicolau Breyner reflete, com humor, sobre o estado do País
Em 'Show Nico', misto de stand-up com espetáculo musical, Nicolau Breyner reflete, com humor, sobre o estado do País FOTO: D.R.

João Nicolau de Melo Breyner Lopes nasceu a 30 de julho de 1940, em Serpa, no seio de uma família de proprietários agrícolas.

Quando se mudou para Lisboa com os pais, ingressou no Liceu Camões e começou a estudar canto, chegando a fazer parte do coro da Juventude Musical Portuguesa. Estudou Direito, lutando pelo sonho de ser diplomata, mas desistiu para se licenciar em Teatro, no Conservatório. 

Estreou-se na peça ‘Leonor Telles’, na década de 50, no Teatro da Trindade, e ficou popular com várias comédias. Mas foi a partir dos anos 1970 que passou a ser mais conhecido, sobretudo por causa de programas televisivos de ficção e entretenimento. Naquela década, criou o programa "Nicolau no País das Maravilhas", no qual protagonizou, com um então estreante Herman José, a rábula "Senhor Feliz e Senhor Contente".


Nicolau Breyner, que era tenor, concorreu, em 1968, ao Festival RTP da Canção, com a canção "Pouco mais", que se classificou em 4.º lugar.

Foi também coautor e ator da primeira novela portuguesa, ‘Vila Faia’. Participou em várias novelas e em perto de 50 filmes. Realizou, entre outros, ‘7 Pecados Rurais’.

Foi fundador da NPB Produções e tem o nome ligado a dezenas de produções de ficção, entre novelas, programas de humor e entretenimento, como "Gente fina é outra coisa", "Origens", "Os homens da segurança", "Ferreirinha", "Nico d'Obra" e "Eu show Nico".


Recebeu três Globos de Ouro para Melhor Ator, com "Kiss Me" (2004), "O Milagre Segundo Salomé" (2004) e "Os Imortais" (2003).

Em 2009, Nicolau Breyner teve que enfrentar um cancro na próstata. 
Um ano depois, quando celebrou 50 anos de carreira, protagonizou o espectáculo "The Opera Show". 

Apesar do tempo passado em Lisboa, Nicolau Breyner nunca esqueceu o Alentejo e cumpriu funções políticas na região. Nos anos 1990, candidatou-se à autarquia de Serpa, pelo CDS-PP, e assumiu funções como vereador.

Na década seguinte chegou a ser militante do PSD e, mais recentemente, integrou a candidatura de Nuno da Câmara Pereira pelo SIM - Movimento Independentes por Sintra à presidência da câmara.

Estava actualmente a participar nas gravações da telenovela da TVI "A Impostora" e a dar aulas na NB Academia.


Tinha duas filhas – Mariana e Constança.

Nicolau Breyner perfil
Ver comentários