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Português brilha no Cirque du Soleil

Quando o Cirque du Soleil chegar a Lisboa, na quarta-feira, haverá um português a brilhar no palco: Diogo Faria é um dos protagonistas do espectáculo ‘Alegria’, que, pela primeira vez, a companhia canadiana traz ao Pavilhão Atlântico para celebrar o Natal e fazer esquecer a crise.

19 de dezembro de 2011 às 01:00

Como ‘Big Bird’, Diogo Faria integra um dos núcleos responsáveis por ocupar os espaços entre os números circenses mais tradicionais, garantindo movimento cheio de ritmo, cor e alegria, sempre polvilhado com muita música. O espectador pode ter dificuldade em encontrar o rosto nacional, mas basta seguir com atenção a personagem. Diogo Faria garante engenho por detrás de uma máscara, feita à medida do seu corpo, que pesa quase dez quilos. Entre jogos de fogo e contorcionismo, ainda é possível ver o português de 34 anos em acrobacias, muito tempo depois de ter deixado os trampolins de alta competição.

Atrás das luzes e da cor, o artista aceitou assumir, recentemente, mais um cargo: "Sou responsável por ver tudo o que as pessoas começam a fazer fora do número, as entradas, ver se tudo se encontra alinhado, se está tudo dentro do que é o show em si", explica ao CM.

Diogo Faria entrou para ‘Alegria’ há dois anos e meio, quando foi convidado para o elenco, e garante que ainda sente a emoção da estreia.

O Cirque du Soleil instala-se no Pavilhão Atlântico para dar ‘Alegria’ aos portugueses a partir do dia 21 – com sessões às 21h00 e nos feriados às 17h00 – e fica até 8 de Janeiro. Os preços das entradas variam entre os 35 e os 65 euros.

DISCURSO DIRECTO

"ESTAR EM PORTUGAL É BOM", Diogo Faria, Artista português, 34 anos

Correio da Manhã – Como entrou para o Cirque du Soleil?

Diogo Faria – Foi em Dezembro de 2008, quando recebi um telefonema para fazer formação para outro show. Ia sem contrato para uma formação de três meses. Tinha de agarrar a oportunidade! Ao fim de um mês, tive o convite do director artístico para ser uma das personagens do ‘Alegria’. Estava na hora certa, no local certo.

– Continua a ser uma emoção como no primeiro dia?

– Sim, porque todos os dias é como se fosse um espectáculo novo. Há sempre qualquer coisa de diferente, nunca é o mesmo show.

– Ser em Lisboa, no Natal, tem um significado especial?

– Claro. Vou celebrar o meu terceiro aniversário no circo lá. É bom estar com os amigos e a família. Estar no nosso país é sempre bom.

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