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Presidente da República evoca António Chainho. "Símbolo inspirador para gerações de instrumentistas"

Marcelo Rebelo de Sousa destaca uma ""personalidade cimeira na guitarra portuguesa e no fado".

27 de janeiro de 2026 às 18:45

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou esta terça-feira a morte do músico António Chainho, que evocou como "personalidade cimeira na guitarra portuguesa e no fado" e "símbolo inspirador para gerações de instrumentistas".

O guitarrista e compositor António Chainho morreu na sua residência em Alfragide, nos arredores de Lisboa, no dia em que completaria 88 anos.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa evoca-o como "personalidade cimeira na guitarra portuguesa e no fado, ao longo de mais de cinco décadas, acompanhando um sem número de intérpretes".

"Um símbolo inspirador para gerações de instrumentistas", acrescenta o chefe de Estado.

Nesta nota de pesar, o Presidente da República refere que condecorou António Chainho com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, em 2022, e apresenta "amigos e saudosos pêsames à sua família, companheiros de vida artística e admiradores".

O "mestre da guitarra portuguesa", como era referido pela crítica especializada, encerrou a carreira de 60 anos em setembro de 2024, ano em que editou o seu último álbum, "O Abraço da Guitarra", no qual homenageou os que através da rádio foram os seus mestres.

António Chainho nasceu em S. Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, em 27 de janeiro de 1938, e começou a tocar no meio fadista na década de 1960. Editou sete álbuns em nome próprio e um DVD, "Ao vivo no CCB".

Gravou e tocou com nomes como Fernando Alvim, Teresa Salgueiro, Gal Costa, Fafá de Belém, María Dolores Pradera, José Carreras, Adriana Calcanhotto, Saki Kubota, Elba Ramalho, Sonia Shirsat, Remo Fernandes, Hélder Moutinho, Rui Veloso, Paulo de Carvalho e Nina Miranda, entre outros.

Em finais da década de 1970, começou a preocupar-se com a necessidade de um curso de guitarra portuguesa para novos instrumentistas, que viria a concretizar décadas depois, com a abertura do ensino da guitarra portuguesa no Museu do Fado, em Lisboa, e numa escola, com o seu nome, em Santiago do Cacém, seu concelho natal, em 2005.

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