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Rui Massena: ao piano, simples, e com tudo à flor da pele

Maestro fez o seu disco mais emocional de sempre e vai apresentá-lo ao vivo, em dezembro, em Lisboa, Porto e Braga.

23 de novembro de 2025 às 01:30

O maestro Rui Massena apresenta este mês, no Porto (dia 10, Casa da Música), em Lisboa (dia 11, no CCB) e Braga (16, Forum), ‘The Parents House’, o seu novo disco que é também um concerto de ‘piano solo’ –  o formato “mais simples e portátil” em que alguma vez o poderemos vez.

Com uma carreira imaculada na música erudita - estreou dezenas de obras e dirigiu mais de 30 orquestras nacionais e internacionais, em salas de concerto de renome mundial -  Rui Massena também é, em simultâneo, o maestro capaz de comunicar com audiências diversas, pela intensidade emocional com que entrega a sua música e a dos outros. Colaborou com nomes da pop/rock e da do rap e tem desenvolvido nos últimos dez anos trabalho de autor, como é o caso do novo ‘The Parent’s House – Piano Solo’, onde transforma o piano num lugar de memória e partilha.

“Este é o meu disco mais pessoal de sempre, que acontece numa altura particularmente delicada. Dei por mim em casa dos meus pais, um dia, a aperceber-me que eles estavam a envelhecer, sem poder fazer nada por isso, e ao mesmo tempo a ver os meus filhos ganharem autonomia e saírem de casa. Esta posição trouxe-me um grande desconforto. Fui para casa e escrevi ‘The Parents House’”, o single”, recorda.

Um ponto de partida, apenas, para o seu disco mais pessoal de sempre. “Comecei todo um processo pessoal, de entender o que é isto de ser filho e de ser pai, que foi também musical. Musicalmente é um disco que celebra tudo isso e fiz para marcar este momento, que é tão emotivo”, explica o músico. 

Dez anos a lançar discos

O trabalho assinala igualmente uma década de edições discográficas de Rui Massena, algo que começou a fazer como uma espécie de libertação: “A minha estética vem de uma coisa tão simples quanto disto: passei muitos anos a gerir orquestras – que é o mesmo que gerir meios, estudar partituras – e eu queria descomplexizar o processo. Não queria fazer coisas virtuosas, queria fazer música simples, dar tranquilidade ao processo. Queria deixar de pedir licença para tocar e ao invés, poder chegar ao pião e tocar simplesmente. Gostei da autonomia, da economia de meios e passou a ser essa a minha estética. É algo que posso fazer em qualquer altura, em qualquer lado, sem depender de nenhuma instituição”.

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