Rui Veloso festeja em Novembro 25 anos de carreira com três espectáculos, no Porto e em Lisboa. E por que a ocasião é “especial”, quer voltar a reunir os Rio Grande, a formação que há precisamente uma década pôs Portugal a cantar “querida mãe, querido pai então que tal?...”.
Mesmo que este seu desejo não se concretize, Rui Veloso vai festejar em grande e pode já contar com duas convidadas especiais, a saber, a fadista Mariza e a “amiga espanhola Luz Casal”, revelou o próprio ao CM.
RECUPERAR 'A ESPUMA'
Os dois primeiros concertos de celebração de um quarto de século de carreira do ‘pai do rock português’ estão marcados para o Coliseu do Porto (a cidade natal), nos dias 3 e 4, estando a apresentação em Lisboa marcada para 11, no Pavilhão Atlântico. E porque a ocasião se reveste de um significado especial, Rui Veloso quer presentear o público com a ‘espuma’ de uma carreira recheada de grandes canções.
“Quero recuperar algumas músicas que não costumo tocar habitualmente. Vão ser umas 20 e tal canções – que estou com dificuldade em escolher –, mas não quero fazer um espectáculo maçudo”, disse.
Quer no Porto quer em Lisboa, Rui Veloso tem já garantidas as participações de Mariza e de Luz Casal, a “amiga espanhola” para quem nesta altura está a escrever uma canção “a incluir no seu próximo disco”, revelou. “Ela já gravou duas músicas que fiz para ela e, se calhar, será uma dessas que vamos cantar... talvez o ‘Inesperadamente’, adiantou.
O desejo maior de Rui Veloso passa, no entanto, por “voltar a reunir os Rio Grande” nos três espectáculos. Uma realidade que, admite, “não vai ser fácil. No Porto penso que talvez seja possível, mas em Lisboa parece-me muito complicado. Vamos ver”.
Por mais que o recuse, Rui Veloso será sempre ‘o pai do rock português’. Em 1980, ‘Ar de Rock’ assinalou uma revolução na música feita em portuguêse desde então o músico do Porto não mais parou. Lançou mais de uma dezena de discos, alguns deles verdadeiros marcos na música portuguesa.
VITORINO 'SEMPRE DISPONÍVEL'
“Ainda não sei de nada, mas é claro que gostava muito de voltar a reunir os Rio Grande.” Foi deste modo que Vitorino reagiu à possibilidade de voltar a cantar com Rui Veloso, João Gil, Jorge Palma e Tim. “A possibilidade agrada-me muito. Estou sempre disponível”, disse o cantor do Redondo ao CM, frisando que “nós estamos sempre juntos, a trabalhar e a ajudar-nos uns aos outros”. “Temos uma relação muito próxima e constante. Ainda agora nos encontrámos no lançamento do espectáculo ‘O Assobio da Cobra’, que tem letras do João Monge [autor das líricas dos Rio Grande] e música do Manuel Paulo. Agrada-me muito a possibilidade e... porque não até um novo disco? Podemos gravar isso [a reunião] e seria interessante, até porque hoje em dia há tão pouca música portuguesa a passar nas rádios”, acrescentou. Os Rio Grande foram criados em 1996 por Tim, Rui Veloso, João Gil, Vitorino e Jorge Palma. Editaram apenas um disco e protagonizaram um dos maiores sucessos de sempre da música portuguesa, tendo vendido mais de 120 mil discos. Para a história ficam canções como ‘Postal dos Correios’, ‘A Fisga’ ou ‘Dia de Passeio’.
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