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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

"Sempre fui uma pessoa reservada", diz Boss AC

‘A Vida Continua’, novo disco do músico, é um trabalho de desabafo sobre os altos e baixos da vida.

21 de outubro de 2018 às 01:30

Comigo está tudo bem/e mesmo que não estivesse/não contava a ninguém." As palavras são de Boss AC e constam do seu novo disco ‘A Vida Continua’, um álbum pessoal que fala da vida, mas também da persistência e da atitude de quem faz do papel, da caneta e da música a sua grande terapia.

"Eu sempre fui uma pessoa muito reservada por natureza e cada vez me exponho menos. Só que na música passa-se o oposto. Nela eu exponho coisas que não exponho no meu dia a dia", explica. ‘A Vida Continua’, a editar na próxima sexta-feira, é assim uma espécie de confessionário cantado sobre "as coisas que são como são", o mundo, a morte, a desilusão e o desencanto, mas que lança sempre um olhar otimista sobre o futuro.

"A ideia é essa: olhar para a frente, apesar dos altos e baixos. Sempre fui e espero continuar a ser assim. Já tenho alguns anos de carreira e nem tudo foi um mar de rosas, sobretudo numa fase inicial em que havia pouca credibilidade naquilo que fazia. As pessoas olhavam com muita desconfiança para o rap e para o hip hop. A verdade é que a persistência fez com que as coisas acontecessem", lembra o músico, que completa 20 anos de carreira a solo.

"Há músicas aqui que são uma espécie de desabafo. Quem ouvir este disco vai perceber que ele está cheio de verdade." O novo trabalho conta com Matay, Ella Nor, Supa Squad, Ferro Gaita e tem um tema dedicado a DJ Bernas, um velho companheiro de música  que morreu no ano passado.

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