O chamariz é aliciante: as réplicas de dinossáurios que a partir do meio-dia de amanhã podem ser apreciadas pelo público no novo Centro de Exposições do Freeport de Alcochete “são mais completas do que as do ‘Parque Jurássico’ de Steven Spielberg”. Quem o diz, Norbert Haering, sabe do que fala. Este especialista trabalha há 15 anos para o Museu de História Natural de Londres, de onde a exposição é originária. Ele e o seu colega Goetz Erikson, ambos alemães, manifestam a opinião, aliás, de que a mostra portuguesa, cuja montagem orientam, dispõe de dois trunfos: os modelos de dinossáurios, dos quais oito são robôs mecanizados, e os cenários.
Quando o visitante entra na escura sala que abriga as 12 réplicas de dinossáurios, dispostos ao longo de um típico percurso de safari, o seu olhar é atraído inevitavelmente pelo mítico T Rex, que antevê no fundo. O modelo mexe a cabeça e os braços. As tonalidades e textura da pele, as rugosidades e outras características foram cuidadosamente estudadas. “Não são fantasias, não é ficção, é ciência”, diz Nuno Oliveira, director do Freeport. A afirmação é feita para sublinhar que o propósito da presente iniciativa – “trazer mais pessoas ao Freeport” – é concretizado sem descurar a preocupação de “proporcionar conhecimento associado a um meio lúdico.” E o conhecimento assim veiculado tem garantia de exactidão.
As réplicas dos dinossáurios do Museu de História Natural britânico são construídas de forma rigorosa. A descrição das exactas características de cada espécie, determinadas pelos paleontólogos, foi enviada de Londres para o Japão, onde as peças dos respectivos modelos foram fabricadas. Além disso, a versão portuguesa é assistida por especialistas do Museu Nacional de História Natural, de Lisboa.
Portugal dispõe no seu território de interessantes vestígios de dinossáurios. O tema é contemplado na exposição que amanhã abre ao público através de meios que dão a conhecer algumas particularidades da riqueza patrimonial neste domínio. Um mapa mostra a localização precisa dos sítios portugueses, designadamente de jazidas com pegadas, algumas das quais são das mais longas do Mundo.
Na cerimónia, que às 19h30 de hoje assinala a abertura oficial da exposição, participa a actriz Alexandra Lencastre.
UM MILHÃO EM DOZE MESES
A exposição ‘Dinossáurios – Encontro de Gigantes’ será seguida de outras três até Março de 2009. O director do Freeport, Nuno Oliveira, propõe assim materializar a convicção de que “as empresas devem cumprir, também, uma função cultural e social”. O investimento global, avaliado em um milhão de euros, visa “atrair mais pessoas através de motivações que não sejam exclusivamente comerciais.”
5E é o preço do bilhete de adulto. Crianças até aos 12 anos, seniores (mais de 65 anos) e reformados: 2 euros. Famílias (casal e criança): 10. Escolas: 1 por aluno.
700 metros quadrados é a área do Centro de Exposições. A mostra estará disponível diariamente das 12h00 às 22h00 (entrada até às 21h00). Último dia: 29 de Junho.
CENÁRIOS ÍMPARES
Concebidos sob a direcção criativa dos portugueses Ana Teresa Mota e Edmundo Cunha, os cenários de Alcochete são considerados “uma obra perfeita de filigrana” por Norbert Haering.
RÉPLICCAS COMPLETAS
Ao contrário dos filmes da trilogia ‘Parque Jurássico’, em que o espectador vê partes de dinossáurios e engenhosos truques digitais, as réplicas do Freeport são reais e de corpo inteiro.
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