Benfica vence em Vila do Conde e está a um ponto da reconquista

Três golos das águias surgiram de três erros de jogadores vila-condenses.

13 de maio de 2019 às 01:30
Adeptos do Benfica receberam a equipa no estádio da Luz de madrugada Foto: Vitor Chi
Adeptos do Benfica receberam a equipa no estádio da Luz de madrugada Foto: Vitor Chi
Benfica e Rio Ave Foto: EPA
Benfica e Rio Ave Foto: Lusa
Benfica e Rio Ave Foto: Lusa
Benfica e Rio Ave Foto: Lusa
Fábio Coentrão tira calções a Samaris em momento insólito no jogo entre Rio Ave e Benfica Foto: Direitos Reservados

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O Benfica está a um ponto de reconquistar o título de campeão nacional, depois de este sábado ter batido o Rio Ave por 3-2, num jogo com um golo polémico e uma arbitragem muito contestada.

Nem nos seus melhores sonhos Bruno Lage podia ter imaginado melhor arranque de jogo. Três minutos e já estava feito o 1-0.

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As águias colocavam-se em vantagem com um golo de Rafa, após uma ‘assistência’ do vila-condense Júnio Rocha. É certo que Bruno Lage completava o seu 43º aniversário, mas não esperava certamente tamanha prenda do adversário.

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Lage apostou no núcleo duro da equipa. A única alteração foi Rúben Dias que recuperou o seu lugar no eixo da defesa após o castigo cumprido com o Portimonense. A entrada do Benfica foi forte e acabou premiada com o golo madrugador.

O futebol do Benfica era fluído e a toda a largura do terreno de jogo. Pizzi e Samaris eram os responsáveis por isso, com passes a rasgar e a criarem desequilíbrios. O Rio Ave só conseguiu equilibrar a partida aos 20’. Primeiro foi Tarantini a rematar por cima, depois foi Nuno Santos a obrigar Odysseas à defesa da noite num livre direto.

Adivinhava-se o golo vila-condense que acabou por surgir, mas Tarantini estava em fora de jogo.

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E foi ao cair do pano da primeira parte que a equipa de arbitragem complicou. Há uma falta de Florentino sobre Gabrielzinho, os vila-condenses pediram penálti, mas o lance seguiu e acabou por resultar no segundo golo do Benfica.

Numa jogada de contra-ataque, Pizzi remata para defesa incompleta de Léo Jardim e João Félix faz o 2-0. O jovem avançado das águias beneficiou da posição de fora de jogo para marcar. Duplo erro.

Após o intervalo, o Rio Ave foi atrás do prejuízo. Tarantini ainda reduziu, após cruzamento de Nuno Santos.

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O Benfica voltou a crescer e Pizzi fez o 3-1, com um remate colocado. Borevkovic falhou o corte, quando teve a bola ao seu alcance.

As águias podiam ter ampliado o resultado, mas André Almeida e Seferovic desperdiçaram ocasiões soberanas. O Benfica começou então a jogar com o relógio. Foi-se encolhendo na defesa da vantagem. Baixou linhas e deixou de pressionar na zona de construção dos vila-condenses.

O resultado final (3-2) acabou por ser estabelecido por Ronan de cabeça (84’). Começou então a tremedeira do Benfica, os gritos e a aflição. Contudo a vitória não fugiu e as águias estão a um ponto do 37.º título.

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Luta pelo título será até ao fim

A vitória do FC Porto no terreno do Nacional da Madeira impediu o Benfica de festejar ontem a conquista do 37º título nacional de futebol, tornando inconsequente, neste quadro, o triunfo das águias em Vila do Conde. Tudo fica por isso adiado para a última jornada da competição, no próximo fim de semana.

Apesar de não ter feito festa ontem, o Benfica está apenas a um ponto da reconquista, pelo que ficou muito mais perto da celebração. Na última jornada recebe em casa o Santa Clara e basta-lhe um empate para se sagrar campeão.

Já o FC Porto tem tarefa bem mais complicada, pois não depende de si próprio. Para ser campeão tem de ganhar no Dragão ao Sporting e esperar que o Benfica perca na Luz frente ao Santa Clara.

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Os jogos da última ronda estão marcados para as 16 horas de domingo mas deverão ainda haver alterações.

ANÁLISE 

Entrada do Benfica

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O Benfica entrou concentrado e a pressionar alto. Chegou à vantagem logo aos três minutos. Soube gerir o resultado e só quando se encolheu passou por dificuldades. Uma entrada forte e segura que mantém a equipa a um ponto do título.

Três erros vila-condenses

Os três golos do Benfica surgem de três erros clamorosos. No primeiro, foi Júnio Rocha quem ‘assiste’ Rafa com um corte defeituoso; no segundo é Léo quem larga a bola e permite a recarga de Félix e no terceiro, é Borevkovic quem falha o corte.

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Duplo erro no segundo golo

É o culpado da polémica criada no segundo golo do Benfica. Não quis marcar a falta de Florentino sobre Gabrielzinho e recusou-se a ver as imagens. João Félix estava em posição irregular. Evitou os cartões amarelos mesmo em entradas duras.

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