Platini processa presidente da FIFA por denúncia caluniosa e tráfico de influência

Francês acredita que Infantino, que era o seu 'braço direito' na UEFA, Villiger e Scala trabalharam para o "excluir da corrida à presidência" da FIFA.

08 de junho de 2026 às 22:00
Michel Platini, ex-presidente da UEFA, processou esta segunda-feira o presidente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, por denúncia caluniosa e tráfico de influência no processo que conduziu ao seu afastamento do organismo regulador do futebol europeu Foto: EPA
Partilhar

O francês Michel Platini, ex-presidente da UEFA, processou esta segunda-feira o presidente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, por denúncia caluniosa e tráfico de influência no processo que conduziu ao seu afastamento do organismo regulador do futebol europeu.

Em comunicado enviado à AFP, Platini informou que processou também dois antigos dirigentes da FIFA, Marco Villiger e Domenico Scala, respetivamente, diretor jurídico e responsável máximo da comissão de auditoria, que considera serem corresponsáveis por impedirem a sua ascensão à liderança da FIFA, em 2015.

Pub

O ex-futebolista e treinador francês, de 70 anos, já tinha apresentado duas queixas na justiça suíça, em 2018, contra desconhecidos, por denúncia caluniosa, e em 2021, contra Infantino, por tráfico de influência. A primeira prescreveu e a segunda foi arquivada em outubro de 2025.

Platini manifestou também a intenção de processar a FIFA, a fim de ser "indemnizado por todos os danos" que considera ter sofrido na sequência das "manobras utilizadas para evitar" a sua eleição como presidente da entidade máxima do futebol mundial, também em 2015.

O francês acredita que Infantino (que era o seu 'braço direito' na UEFA), Villiger e Scala trabalharam para o "excluir da corrida à presidência" da FIFA, através de "acusações completamente infundadas", no âmbito de uma investigação por alegada corrupção, da qual foi definitivamente absolvido nos tribunais suíços, no ano passado.

Pub

O afastamento da corrida eleitoral de Platini, que estava na linha da frente para assumir a presidência da FIFA, abriu caminho à inesperada eleição de Infantino, em fevereiro de 2016. O dirigente suíço foi reeleito, sem oposição, em 2019 e 2023.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar