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Caos olímpico no Rio de Janeiro

Obras na aldeia olímpica terão sido sabotadas.

30 de julho de 2016 às 03:30

A uma semana da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, adensa-se o caos no Rio de Janeiro (Brasil), que vai desde a falta de condições para os atletas até ao estado de sítio na cidade.

Ontem, a imprensa brasileira avançou com a possibilidade de os problemas detetados na aldeia olímpica serem atos de sabotagem nas obras. Parte dos trabalhadores decidiu errar, de forma propositada, o que provocou situações insólitas, como a existência de blocos de cimento dentro de sanitas.

Em causa estarão alegados atrasos no pagamento de salários e as precárias condições de trabalho. De resto, também ontem um incêndio na cave dos alojamentos da comitiva da Austrália levou à evacuação do edifício. Não houve feridos.

Já o jornal ‘Washington Post’ testemunhou o caos que se vive nas ruas do Rio devido ao trânsito. Uma viagem de táxi entre o centro e a Barra da Tijuca, onde está a aldeia olímpica, foi feita em duas horas e meia. Habitualmente, demora uma hora.

Mas há mais: o Sindicato dos Metroviários do Estado do Rio de Janeiro avançou com um pré-aviso de greve, a partir de quarta-feira, no metro da cidade. Os funcionários exigem aumentos salariais.

E os Jogos nem sequer começaram: o torneio de futebol (feminino) arranca na quarta-feira e a cerimónia de abertura é na sexta-feira.

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