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Correio da Manhã

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Cristóvão acaba com carreira de Cardinal

Vítor Pereira disse esta quarta-feira em tribunal que o juiz de linha "não deve regressar" à arbitragem.
João Tavares e Magali Pinto 23 de Abril de 2015 às 09:30
O auxiliar José Cardinal não deve regressar à arbitragem nacional
O auxiliar José Cardinal não deve regressar à arbitragem nacional FOTO: David Martins
"A noção que eu tenho é que o José Cardinal nunca mais vai regressar à arbitragem." As palavras são de Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem, que esteve ontem no Campus de Justiça em Lisboa a testemunhar no caso em que Paulo Pereira Cristóvão é julgado por 7 crimes de burla qualificada, branqueamento de capitais, peculato, devassa por meio informático, acesso ilegítimo e denúncia caluniosa agravada. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, foi também ouvido.

"Lembro-me que no dia 21 de dezembro de 2011 fui contactado pelo presidente do Sporting [Godinho Lopes], disse que precisava de falar comigo e entregar-me um envelope que lhe tinha sido dado pelo Paulo Cristóvão. Vi o conteúdo e decidimos ligar ao diretor da PJ e ao procurador-geral Pinto Monteiro", disse Fernando Gomes.

Este caso surgiu depois de uma carta anónima dar nota de ter sido efetuado um depósito de dois mil euros numa conta do árbitro assistente (vulgo fiscal de linha) José Cardinal, antes do jogo Sporting-Marítimo (3-0), referente aos quartos de final da Taça de Portugal (22/12/2011). Pereira Cristóvão montou uma armadilha a Cardinal, enviando alguém da sua confiança à Madeira para proceder ao depósito do dinheiro na conta do árbitro em vésperas de jogo.

"O Cardinal ligou-me, estava desorientado, não sabia quem tinha feito o depósito e adiantou-me logo que tinha dado o dinheiro a uma instituição", concluiu Vítor Pereira. O julgamento prossegue no dia 6 de maio, dia em que Godinho Lopes vai testemunhar.
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