Sp. Braga chegou a assustar com uma hora de futebol de alta rotação.
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O FC Porto é o primeiro finalista da Taça de Portugal, após empatar (1-1) em Braga, num jogo que chegou a tremer.
Abanar não é cair e os dragões avançam para o jogo decisivo no Jamor. O resultado não traduz o esforço dos arsenalistas, que não conseguiram ultrapassar a montanha que tinham pela frente: o 0-3 averbado no encontro da primeira mão.
Abel Ferreira, treinador da equipa bracarense, pediu aos seus jogadores um jogo épico. A mensagem foi captada. A formação minhota entrou intensa na partida, assumiu-lhe as rédeas, aproveitou o ‘deixa andar’ do FC Porto e fez-se à vida.
Ciente de que só teria hipóteses de reentrar na discussão da eliminatória se marcasse cedo, o Sp. Braga tentou desde o início chegar depressa e sempre que possível bem à baliza de Fabiano. Wilson Eduardo, após boa jogada de Paulinho, deu o mote, aos 2’, com um remate a fazer a bola raspar a barra.
Pouco depois, Ricardo Horta reclamou uma mão de Militão na área (pedido não atendido, e bem) e logo a seguir, aos 14’, o Sp. Braga chegou mesmo a levar a bola ao fundo da baliza portista (autogolo de Filipe após lance embrulhado com Paulinho). Valeu ao FC Porto a precisão milimétrica do VAR na análise do lance, no momento da escapada de Ricardo Horta pela direita.
Com um FC Porto inexistente no ataque, o Sp. Braga continuou a carregar a acabou por ser premiado aos 41’, com um golo de Paulinho, a finalizar com estilo após duelo ganho no corpo a corpo com Felipe. Sérgio Conceição exasperava e saiu com cara de poucos amigos para o descanso. No balneário houve puxões de orelhas, por certo.
Na segunda parte, o Sp. Braga voltou a entrar bem. Teve mais duas ou três oportunidades para aumentar a vantagem. Não o conseguiu e percebeu-se que a equipa acabaria por ter de quebrar, face ao esforço feito antes. Durante mais algum tempo continuou a haver mais Sp. Braga mas menos perigo.
Conceição mudou então a inoperante linha de ataque. Com Otávio e Marega a equipa ganhou finalmente sentido. Adrian e André Pereira foram duas nulidades. Não demorou muito até o FC Porto chegar ao empate, por Danilo, que saltou mais alto do que todos para marcar o golo que anestesiou o ímpeto bracarense.
O FC Porto espera por hoje para saber com quem joga a final: Sporting ou Benfica.
ANÁLISE
Atitude do Sp. Braga
A equipa minhota merecia levar mais deste jogo. Os seus jogadores revelaram excelente atitude e chegaram a acreditar que poderiam reentrar na discussão da eliminatória. Marcaram um golo (validado), mas poderiam ter feito mais alguns.
Moleza do FC Porto
Sérgio Conceição deixou de fora algumas unidades nucleares, mas isso não explica o modo pífio como a equipa do FC Porto abordou este jogo. Demasiada descontração, mesmo tendo em conta que os dragões entraram a ganhar por 3-0.
Aceita-se a decisão
O lance do golo anulado ao Sp. Braga, aos 14 minutos, é polémico. O VAR entendeu anular e aceita-se a decisão. Os minhotos reclamaram ainda uma grande penalidade (mão de Militão), mas sem razão. Manuel Mota cometeu erros, mas menores.
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