Cerca de cinco dezenas de portugueses apoiaram a equipa junto ao hotel em Budapeste. Comitiva alvo de controlo de temperatura.
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Foi ao som do hino nacional, cantado por cerca de 50 portugueses, que a seleção nacional chegou ao hotel na Hungria, onde vai montar o quartel-general na fase de grupos do Europeu. A temperatura corporal de Ronaldo e companhia foi medida à saída do avião e ainda na pista do Aeroporto de Budapeste.
Os condicionamentos da pandemia impediram que os portugueses se despedissem dos campeões em título no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Cerca de duas dezenas de adeptos, ao longe, conseguiram ver o autocarro e acenar aos jogadores. Na chegada a Budapeste, o panorama repetiu-se. Fortes medidas de segurança impediram qualquer aproximação de fãs, tanto no aeroporto como junto ao hotel. Ainda assim, os cerca de 50 portugueses (na maioria estudantes) cantaram bem alto ‘A Portuguesa’. Os jogadores não viram, mas por certo ouviram o apoio, mesmo que à distância imposta pelas autoridades locais.
Ronaldo não falou aos jornalistas, nem em Portugal, nem depois na Hungria, mas ao canal da Federação mostrou confiança: "O que os portugueses podem esperar é o mesmo de sempre: uma Seleção com muita ilusão, muita ambição e com o pensamento positivo de que as coisas vão correr bem. E nós todos, não só jogadores mas também os portugueses, no nosso país e fora também, que pensem positivo que eu tenho a certeza que as coisas vão correr bem."
O capitão não vê a hora da bola rolar em Budapeste. "Falta limar algumas coisinhas, mas acho que o trabalho está feito. Agora, é a bola rolar, para que Portugal possa fazer o seu melhor, que é começar logo com o pé direito, que é a ganhar à Hungria", destacou o goleador que deixou uma confissão.
A comitiva chegou a Budapeste cerca das 20h00 locais (menos uma em Lisboa) depois de quatro horas de viagem que decorreu sem qualquer problema num avião pintado com as cores nacionais e com o lema ‘Vamos com tudo’ - o mesmo slogan que está colocado à porta do hotel da Seleção. Para o jogo de terça-feira com a seleção da casa vão estar nas bancadas cerca de 67 mil adeptos, sobretudo húngaros. Naquele país magiar, a pandemia está controlada, pelo que a lotação do estádio é de 100%.
PORMENORES
Fernando Gomes
O presidente da FPF foi o primeiro a chegar, em carro próprio, ao aeroporto em Lisboa.
Dois autocarros
Portugal tinha à sua espera na pista do Aeroporto de Budapeste dois autocarros.
Ronaldo em primeiro
Cristiano Ronaldo foi o primeiro a deixar o avião que levou a equipa até Budapeste.
Primeiro treino sem direito a boas-vindas
Tudo é diferente no Euro 2020. Desta vez, e ao contrário do que é tradição nas grandes competições, os primeiros toques na bola de Cristiano Ronaldo e demais jogadores da seleção nacional em Budapeste, local do estágio da fase final do Europeu, não serão acompanhados pela habitual euforia dos adeptos - especialmente os emigrantes - nas bancadas.
Os cuidados impostos pela pandemia levam os aplausos a ficar à porta do Estádio Rudolf Illovsky, casa do Vasas. O histórico clube do futebol húngaro vai ceder as suas instalações a Portugal durante a estadia, com Fernando Santos a ter todas as condições para orientar os treinos diários, já a partir desta sexta-feira.
Precaução é a palavra de ordem e não há exceções. Os jornalistas só entram no complexo desportivo após serem controlados. A presença apenas é permitida durante os 15 minutos iniciais dos treinos e na conferência de imprensa dos jogadores. A logística é complexa: todos os dias cada representante dos órgãos de comunicação social tem de fazer uma inscrição.
O estádio onde Portugal vai preparar os jogos do Grupo F - o primeiro é já na terça-feira, às 17h00, com a Hungria - já está decorado com as cores nacionais e conta com todo o tipo de equipamentos necessários para a Seleção lutar pela reconquista do título. Na quarta-feira à tarde verificou-se apenas um contratempo de última hora: as altas temperaturas em Budapeste obrigaram os húngaros a retocar o relvado que esta sexta-feira é testado pelos jogadores.
O trajeto entre o hotel e o centro de treinos que vai marcar o dia a dia da comitiva portuguesa resume-se a uma viagem de 3,5 km, feita em não mais do que dez minutos.
Eder: "Poder fazer parte da história é fantástico"
"A Seleção tem 100 anos, tem muitas histórias para contar, e poder fazer parte dessa história, da equipa e do golo desse marco importante de Portugal, para mim, é absolutamente fantástico", reconheceu Eder, herói da final de Paris em 2016 (marcou o golo da vitória por 1-0 frente à França). O internacional português, de 33 anos, lembrou que antes do Europeu prometeu que ia marcar: "Não sabia que ia ser na final, mas tinha essa convicção."
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