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Correio da Manhã

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Jaime Marta Soares admite AG para destituir Bruno de Carvalho

Presidente da Mesa da Assembleia Geral está demissionário mas mantém "todos os poderes".
18 de Maio de 2018 às 00:13
Apesar de estar demissionário Jaime Marta Soares garantiu que, como presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Sporting, mantém estatutariamente todos os poderes e adiantou que, caso não consiga que Bruno de Carvalho saia pelo próprio pé, vai ponderar marcar uma AG para destituí-lo.

"O poder não cai na rua, MAG mantém os mesmos poderes. Não conseguindo que Bruno de Carvalho saia é isso que temos de fazer: uma assembleia geral com nota de culpa para a destituição. Não disse que ia marcar mas tenho de analisar. A MAG não molda a bel-prazer as regras estatutárias. Tenho legitimidade de marcar uma AG em que se diga que a nota de culpa para destituição é esta", disse Marta Soares à TVI24 após o comunicado do presidene a garantir que se iria manter em funções, deixando-lhe um apelo: "Que ele refletisse e apresentasse a demissão. Está isolado."

Depois das demissões em bloco na MAG e no Conselho Fiscal e Disciplinar, Marta Soares explicou que terá de marcar eleições mais restritas: "A mesa continua, se sai, cai o poder na rua. Vou manter-me em funções até que marque eleições para os dois órgãos. Se caísse o Conselho Diretivo, eu nomeava uma Comissão de Gestão. Estamos demitidos e vamos fazer eleições para esses dois órgãos."

Assembleia para dar a palvara aos sócios
"A direção entende que tem condições para continuar. Essa não é a nossa linha de pensamento. Tenho que analisar esta situação com os restantes membros da Assembleia Geral, mas teremos que dar o mais cedo possível a palavra aos sócios para decidir", afirmou Marta Soares .

Marta Soares lembrou que os "estatutos do clube têm sempre que ser respeitados" e negou que os membros da Mesa da Assembleia Geral tenham rejeitado na quarta-feira uma reunião com Bruno de Carvalho e restantes direção.

"Não houve qualquer convite atempado para uma reunião. A Mesa estava reunida e subitamente ouve um telefone a perguntar se podíamos passar por uma reunião da direção. Isso não lembra nem ao diabo. Até houve alguns membros que ficaram ofendidos", contou.

O dirigente 'leonino' voltou a lembrar que nos acontecimentos de Alcochete os jogadores recusaram falar com Bruno de Carvalho e que a sua continuidade pode ter um efeito "muito negativo" no clube.

"Não há condições para ele continuar. Há muito que vai necessário reparar e com Bruno de Carvalho não vai ser possível", frisou.
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