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Uma semana depois do primeiro ataque, Trump garante: "não haverá acordo com o Irão, exceto a rendição incondicional”

Presidente dos EUA diz que o Irão está derrotado. Telavive tenta quebrar a resistência do Hezbollah, que continua a atacar.

07 de março de 2026 às 01:30

“Não haverá acordo com o Irão, exceto a rendição incondicional”, avisou esta sexta-feira o Presidente dos EUA, garantindo que o país terá um “grande futuro”. Uma semana após o início do conflito, não se vislumbram, contudo, sinais de rendição. A aliança EUA-Israel continua a massacrar o território iraniano e Teerão mantém os ataques em várias frentes, embora se note uma diminuição do poder de fogo revelado logo no início do conflito.

Na mira dos iranianos estão, também, os curdos, prontos para combater o regime dos aiatolas logo que EUA e Israel garantam um “espaço aéreo limpo”. Uma das frentes mais ativas do conflito concentra-se no Líbano, mais propriamente na capital, Beirute, por força da atividade do Hezbollah, sobretudo após a morte do aiatola Ali Khamenei. O grupo radical xiita mantém a pressão sobre o Norte de Israel, com disparos regulares de drones e rockets, sobretudo para o Norte de Israel. Só esta sexta-feira lançou mais de 70 rockets. Uma base aérea israelita em Safad também terá sido atacada por um enxame de drones. A capacidade do Hezbollah, que foi decapitado e enfraquecido durante a intervenção de Telavive na Faixa de Gaza, tem surpreendido alguns analistas. Na prática, tem sido o único aliado do Irão no terreno, obrigando as forças israelitas a alargar a sua frente de combate.

Embora não se vislumbre, para já, um fim próximo para o conflito, Donald Trump olha para a vitória como um dado adquirido: “O Irão não é o mesmo país de há uma semana”, disse à CNN, em entrevista telefónica. “Há uma semana eram poderosos, e agora foram de facto castrados”, concretizou o Presidente dos Estados Unidos.   

E TAMBÉM

Ajuda ao Irão

A Rússia estará a fornecer ao Irão informações sensíveis sobre a localização de meios militares dos EUA, ajudando as forças iranianas a identificar navios de guerra e aeronaves norte-americanas, avança o ‘The Washington Post’. É a primeira notícia que aponta para um possível envolvimento indireto de Moscovo no conflito.

Apelo

O chanceler alemão apelou ao fim do conflito, alertando que “uma guerra duradoura” não é do interesse da Alemanha. Merz admite que receia as possíveis consequências do conflito, como a insegurança, migração e abastecimento energético.

Líbano

Pelo menos 217 pessoas foram mortas e 798 ficaram feridas nos ataques israelitas ao Líbano desde o início do conflito com o Irão, diz o Ministério da Saúde.

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