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"Luís Filipe Vieira está metido em tudo", diz Francisco J. Marques

"Lamento imenso ainda não ter ouvido ninguém do Governo falar sobre isso", sublinhou o diretor de comunicação do FC Porto.
13.03.18
Francisco J. Marques entrou a todo o vapor no caso E-toupeira e comentou as incidências da última semana, que colocaram o Benfica, e nomeadamente o seu assessor jurídico, Paulo Gonçalves, na mira das autoridades judiciais. A estratégia de defesa do emblema da Luz foi contestada.

"Já se percebeu que a estratégia do Benfica é desvalorizar o que eles entendem ser o baixo valor da contrapartida. Poderia nem haver contrapartida. A meu ver, o que está em causa é a tal organização tentacular. Não sei se ouviram as declarações do advogado do arguido José Silva, que está detido, eu fiquei perplexo ao ouvi-lo. Não percebi se estava a defender o cidadão José Silva ou o Benfica. Isso é estranho. Muito estranho. Aqui o que está em causa é um ataque como não há memória a um pilar fundamental da sociedade portguesa, do Estado português. Regemo-nos por regras que todos devemos respeitar. A justiça não permite interferências e depois há uma entidade, que é o Benfica, que através do seu diretor jurídico, contrata ou combina com funcionários judiciais e eles fazem uma entrada massiva no sistema. Não foi espreitar pelo buraco da fechadura, ao contrário do que Vieira disse todo pomposo, claro que não, o Benfica abre as portas todas e vai lá dentro mexer em tudo. Não só vai espiolhar como elimina objetos das buscas, espia processos dos rivais e pelos vistos vai alterar peças processuais. Há pormenores que podem transformar um potencial culpado num muito provável inocente. Isto é de uma gravidade enorme que ultrapassa e muito a questão futebolística. O FC Porto sente-se prejudicado por isto. É concorrente do Benfica, um clube que incorre em más práticas. Depois, tem acesso indevido à justiça portuguesa. Não pode ser. Ultrapassa a nossa capacidade de compreensão", disparou o diretor de comunicação dos azuis e brancos, citado pelo jornal Record.

Ainda no decurso do 'Universo Porto da Bancada', do Porto Canal, Marques notou que "a posição do Benfica é foram só uns bilhetes e umas camisolas. Até vinham com o limiar dos 150 euros de ofertas permitidos às equipas arbitragem e administração pública. O comportamento do Benfica não surpreende e está em linha com outros que temos vindo a denunciar. Este tem a particularidade de ferir o Estado português. A mim surpreende-me e lamento imenso ainda não ter ouvido ninguém do Governo falar sobre isso. Demasiado grave. Não podemos fingir não está a acontecer. Será incrível voltar aos processos em papel por não se confiar em quem tem acesso ao sistema. Mostra o poder tentacular do Benfica", considerou.

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