Campeão olímpico, mundial e europeu de triplo salto falha possibilidade de revalidar o título.
Pablo Pichardo vai falhar os Mundiais de atletismo devido a lesão, informou a Federação Portuguesa de Atletismo esta quinta-feira.
"O campeão olímpico, mundial e europeu de triplo salto, Pedro Pablo Pichardo, viu-se forçado a abandonar a luta pelo título mundial, em Budapeste, nos Campeonatos do Mundo de Atletismo, que se realizam entre 19 e 27 de agosto", lê-se em comunicado.
"O atleta partiu hoje com a comitiva nacional, mas durante a viagem, que tem sido atribulada para todas as seleções devido a atrasos nos voos, voltou a sentir os sintomas da lombalgia, lesão que o impediu esta época de participar nos Campeonatos da Europa de Equipas, nos Campeonatos Nacionais de Clubes e nos Campeonatos de Portugal. Pedro Pichardo foi examinado e avaliado pela equipa médica que acompanha a seleção nacional a estes mundiais e foi aconselhado a não participar na competição", detalhou a Federação.
O atleta, de 30 anos, deveria partir nesta sexta-feira para a Hungria, para defender o título mundial conquistado em 2022, nos Estados Unidos.
Com a confirmação da ausência de Pichardo, a delegação portuguesa à 19.ª edição dos Campeonatos do Mundo fica reduzida a 28 atletas, sem qualquer os seus medalhados olímpicos em Tóquio2020, por lesão, uma vez que Patrícia Mamona, prata também no triplo, ficou de fora, sendo agora a terceira maior de sempre, com menos um dos que estiveram em Berlim2009, onde Nelson Évora alcançou a prata no triplo, e a menos dois dos 30 de Atenas1997, no auge de atletas como Fernanda Ribeiro, Manuela Machado e Carla Sacramento.
Entre os convocados lusos, apenas os marchadores Inês Henriques, campeã do mundo dos extintos 50 km em Londres2017, e João Vieira, prata nos 50 em Doha2019 e bronze em Moscovo2013, já conquistaram medalhas em Campeonatos do Mundo.
O saltador luso-cubano era o destaque e a incógnita da seleção lusa, porque a sua temporada ao ar livre se resumia à presença na etapa de Doha da Liga de Diamante, que venceu, com um grande, mas irregular salto a 17,91 metros [com vento favorável 2,1].
Isto apesar de o inverno ter sido auspicioso para o atleta, que, na pista coberta, venceu o concurso do triplo no Nacional de clubes, com 17.12, no 'aquecimento' para o título europeu 'indoor', em Istambul, com 17,60, na sua melhor marca do ano.
Desde então, além da presença no Qatar, onde saltou ainda 17,65 e 16,04, falhou os Jogos Europeus, na Polónia, e os campeonatos nacionais, devido à lombalgia, que hoje o afastou dos seus quintos Mundiais, os terceiros por Portugal, depois do título conquistado em Oregon2022 e do quarto lugar em Doha2019. Antes, ainda como cubano, arrebatou as medalhas de prata em Moscovo2013 e Pequim2015.
Pichardo detinha o terceiro salto do ano, com os 17,60 conseguidos em Istambul, atrás do jovem jamaicano Jaydon Hibbert, de 18 anos, que chega à capital húngara com um registo de 17,87, seis centímetros mais do que Hugues Fabrice Zango, do Burkina Faso.
A representação nacional no triplo, cuja qualificação está marcada para as 19:37 locais (18:37 em Lisboa) do primeiro dia de competições, fica entregue a Tiago Luís Pereira, agora treinado por Ivan Pedroso, que tem 16,51 metros como melhor marca do ano.
A 19.ª edição dos Campeonatos do Mundo de atletismo vai ser disputada a partir de sábado e até 27 de agosto, na capital húngara.
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