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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Sérgio Ramos preferia ter Cristiano Ronaldo na seleção espanhola

Defesa central desvaloriza ainda efeitos da troca de treinador.

14 de junho de 2018 às 19:04

O capitão da seleção espanhola de futebol, Sérgio Ramos, admitiu esta quinta-feira que preferia ter Cristiano Ronaldo na sua equipa do que vê-lo liderar Portugal no embate ibérico de sexta-feira, em Sochi, na estreia do Mundial2018.

"Obviamente, preferia tê-lo na minha equipa do que contra mim. Entendemos o quão importante Cristiano Ronaldo pode ser. Terminou a época em forma fenomenal, é uma ameaça constante", assumiu o defesa central, colega do avançado português no Real Madrid, com quem conquistou quatro Ligas dos Campeões, entre outros troféus.

Sérgio Ramos admite que o madeirense é alguém que é preciso ter sempre "em mente", porém adverte que a seleção portuguesa vai muito além do seu companheiro nos 'merengues'.

"Precisamos de ter em mente Cristiano Ronaldo, mas não apenas ele. Toda a equipa de Portugal tem muitos talentos, com jogadores que nos podem 'magoar rapidamente'", advertiu.

O atleta elogiou a "boa defesa e jogo atrativo, muito bonito, bom para os amantes do desporto" e formulou o desejo de que Cristiano Ronaldo "não faça a sua melhor partida sexta-feira".

Quanto a troca de treinador a dois dias da estreia no Mundial2018, frente a Portugal, o defesa central desvaloriza qualquer efeito que possa ter no desempenho da equipa espanhola.

O 'capitão' da seleção da Espanha garante que a 'roja' mantém os objetivos e é candidata a ser campeã.

"Quanto mais cedo nos focarmos no futebol, melhor. Temos as mesmas ambições de há dois dias ", afiançou o defesa central, para os que duvidam do foco da seleção.

Ramos tentou 'fintar' as perguntas relacionadas com a saída do selecionador Julen Lopetegui, que foi despedido na quarta-feira, por ter assinado pelo Real Madrid, e substituído pelo diretor desportivo da federação, Fernando Hierro, mas acabou por dizer que "foi um momento muito sensível, muito delicado" e que provocou tristeza.

"Mas essas considerações pessoais ficam de lado e temos de nos focar no campeonato do Mundo. Os problemas também são oportunidades de crescimento e isso vai ajudar-nos a crescer e ficar mais unidos. É muito difícil chegar aqui. Dá muito trabalho. É aproveitar a oportunidade e desfrutar. Se fossemos para casa cedo era uma pena", advertiu.

A cada vez que se perguntava sobre Lopetegui insistia na sua confiança de que a Espanha continua um dos mais fortes candidatos ao título, que a 'roja' conquistou uma única vez, na África do Sul em 2010.

"Venho convencido para este campeonato do mundo de que temos uma equipa que está entre os favoritos, mas temos de ter cabeça fria e respeitar todos os adversários, porque qualquer detalhe pode tirar-nos da competição", avisou.

Garantiu que os 23 futebolistas estão "unidos" apesar de terem "opiniões diferenciadas" em relação à questão Lopetegui: recorda que "é no campo que os futebolistas falam".

"Não cabe aos jogadores falar disso. Não tomam esse tipo de decisão. Os outros sim. Os atletas concentram-se no desporto. Onde podemos fazer algo é no campo, sentimo-nos à vontade, é aí que falamos. Agora é olhar para a frente e deixar as opiniões pessoais de lado", concluiu.

Espanha e Portugal defrontam-se sexta-feira em Sochi, às 21h00 (19h00 em Lisboa), em jogo da primeira jornada no grupo B, que compreende ainda um encontro entre Marrocos e o Irão de Carlos Queiroz, em São Petersburgo.

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