Luis Suárez foi legítimo herdeiro de Gyökeres e selou inédito 'tri'
Sporting teve o melhor marcador do campeonato pela terceira época consecutiva, algo que o clube de Alvalade nunca tinha conseguido na sua história.
O colombiano Luis Suárez tinha a 'missão impossível' de fazer esquecer o sueco Viktor Gyökeres, mas, num estilo completamente diferente, consegui-o, para escrever um inédito 'tri' para o Sporting na tabela dos 'artilheiros' da I Liga de futebol.
Com 28 golos, o internacional 'cafetero' ficou longe dos 39 com que o agora jogador do Arsenal se despediu do campeonato luso em 2024/25, mas quase igualou os 29 com os quais o ponta de lança escandinavo se estreou em 2023/24.
Suárez nem era o líder dos marcadores no final da primeira volta da edição 2025/26, que concluiu com 15 tentos, contra 17 do grego Pavlidis, mas, ao contrário do benfiquista (cinco na segunda volta), manteve a consistência e acabou na frente.
Desta forma, o Sporting teve o melhor marcador do campeonato pela terceira época consecutiva, algo que o clube de Alvalade nunca tinha conseguido na sua história.
Até agora, os goleadores 'leoninos' apenas tinha 'bisado', primeiro através de Soeiro (24 em 1936/37) e Peyroteo (34 em 1937/38) e, depois, duas vezes a solo com o melhor marcador da história do clube, em 1939/40 e 1940/41 (29 em ambas) e ainda em 1945/46 (39) e 1946/47 (43).
Na década de 70, foi a vez do argentino Héctor Yazalde, o 'Chirola', que somou 46 golos em 1973/74, que continua a ser recorde do campeonato luso, e 30 em 1974/75.
Depois disso, foi preciso esperar pelo 'bis' de Gyökeres, que apontou 97 golos em 102 jogos oficiais pelo Sporting nas épocas 2023/24 e 2024/25, incluindo mais golos (68) do que jogos (66) na I Liga, ao que se juntou agora Suárez para um inédito 'tri'.
Se o sueco se distinguia pela sua capacidade física, alicerçada nos 1,89 metros e 92 quilogramas, que o transformavam numa 'locomotiva' imparável para as defesas das equipas lusas, o colombiano impôs-se mais na técnica, com idêntica eficácia.
Contratado ao Almería, da segunda divisão espanhola, por 22,1 milhões de euros (mais 5,2 variáveis), para se tornar o mais caro jogador comprado pelo clube, Suárez, então com 27 anos e agora com 28, marcou golos de todas as formas e feitos.
O colombiano fez quase todos os seus golos na área (26), mas também marcou dois 'golaços' de fora, e a grande maioria de bola corrida (19), mais do dobro dos de bola parada (nove), quatro de penálti, uma na recarga a um castigo máximo e quatro após cantos.
Destro, o avançado dos 'leões' privilegiou o pé direito (18 golos), mas mostrou que também 'tem' pé esquerdo (sete), incluindo neste item o calcanhar com que deu a vitória na receção ao Nacional (2-1) aos 90+6 minutos, na 20.ª jornada.
Na sua primeira época na I Liga, também faturou uma vez com o peito e duas de cabeça, uma delas para selar, também aos 90+6 minutos, o triunfo em Arouca (2-1), à 19.ª ronda.
Mais tarde, aos 90+10 minutos, foi ainda o seu golo no Dragão, onde adiou a fuga dos 'azuis e brancos', na recarga a um penálti em que não conseguiu bater Diogo Costa à primeira, à 21.ª ronda. Foi o terceiro jogo seguido em que resgatou pontos nos descontos.
Para emoldurar, também o primeiro 'hat-trick', no 4-0 caseiro ao Rio Ave, à 16.ª jornada, e cinco 'bis', a complementar 15 jogos em que conseguiu um golo, para apenas 11 em 'branco'. O colombiano colocou nove vezes o Sporting a ganhar por 1-0.
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