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Correio da Manhã

Desporto

Advogados custam milhões de euros ao Benfica

Comes e bebes tiveram um custo total de 2,85 milhões e as viagens 7,47 milhões de euros.
João Moniz 2 de Novembro de 2019 às 10:00
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, desvaloriza casos na Justiça
Caio Lucas
Benfica gasta 96,8 M € em salários
Luís Filipe Vieira
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Luís Filipe Vieira
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Caio Lucas
Benfica gasta 96,8 M € em salários
O Benfica gastou 13,73 milhões de euros em trabalhos especializados na temporada passada. É o próprio clube que especifica que nos "diversos fornecimentos e serviços prestados por terceiros" em 2018/19 é de "destacar os gastos com consultores e advogados". Este montante representa um acréscimo de 44% face aos 9,46 M € despendidos em 2017/18.

No Relatório e Contas enviado à CMVM, os encarnados salientam a "convicção da administração" de que os processos judiciais intentados contra a SAD "não resultarão em responsabilidades que justifiquem o reforço adicional das provisões registadas".

As águias recordam que não foram pronunciadas no processo E-Toupeira, em que o Benfica era suspeito dos crimes de corrupção ativa, oferta ou recebimento indevido de vantagem e falsidade informática. A fase de instrução deste processo foi precisamente um dos motivos para o aumento dos gastos com advogados.

No total, os fornecimentos e serviços externos custaram 54,9 M € na época passada, mais 49% do que os 36,86 M € de 2017/18. As deslocações e estadias custaram 7,47 M € (mais 88%) e os serviços de catering e ‘softdrink’ (comes e bebes) ficaram por 2,85 M € (mais 43%). O custo da vigilância subiu 57% para 2,04 M € e o equipamento desportivo aumentou 65% para 2,38 M €.

Mais gastos com pessoal
No espaço de uma época, os custos com pessoal do Benfica passaram de 67,9 milhões de euros (2017/18) para 96,8 M € (2018/19). É um aumento de 42,6%, explicado quer com os salários fixos (62,2 M € em vez de 50 M €), quer com o vencimento variável (17 M € em vez de 6 M €), normalmente associado à conquista de títulos, como o campeonato que as águias venceram na época passada.

O número de jogadores aumentou de 101 para 131 mas é a rubrica de outros colaboradores que mais engordou: 386 em vez de 336.

PORMENORES
Comissões levam o dobro

O Benfica pagou 9,67 milhões de euros a empresários em comissões pela venda de jogadores em 2018/19, mais do dobro face aos 4,38 M € de 2017/18.

Mais-valias de 70 milhões
Depois de descontados os vários gastos com a alienação de passes (21,3 M €), o Benfica teve um saldo positivo de 70 M € com a transação de direitos de atletas.

Custos de aquisição
Gabriel (9,67 M €), Caio Lucas (4 M €), Salvio (2,9 M €), Cádiz (2,75 M €) e Samaris (1,18 M €) são os jogadores sobre os quais o Benfica revela os custos com a aquisição ou renovação de contrato. Raul de Tomas (na foto), que custou 20 M €, Vinícius (17 M €), Chiquinho (3,75 M €) e Morato (6 M €) só serão contabilizados em 2019/20.
Benfica economia negócios e finanças desporto economia (geral) futebol tecnologias de informação
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