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Correio da Manhã

Desporto
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Festa do FC Porto ao cair do pano

Dragões e águias protagonizaram um clássico competitivo.
Octávio Lopes 21 de Setembro de 2015 às 07:55
Maxi Pereira faz falta sobre Gaitán depois de ultrapassado pelo antigo colega. Mais atrás, Corona assiste FOTO: Manuel Araújo

O FC Porto de Julen Lopetegui conseguiu este domingo a primeira vitória diante do Benfica, num jogo que foi decidido por André André, que, isolado por um magnífico toque de calcanhar de Varela, foi implacável no duelo com Júlio César. Acabava praticamente assim um clássico intenso, quezilento, na maior parte do tempo mal jogado e que até aos 75 minutos parecia que ia acabar com a divisão de pontos.

A partida começou com o FC Porto a ter bola, mas sem saber como a trabalhar para entrar na área do Benfica. Ao fim de cinco minutos, as águias começaram a subir ligeiramente as linhas e a estenderem o jogo, sobretudo através de Gaitán, que teve vários despiques bem acesos com o amigo Maxi Pereira. E foi precisamente o argentino quem marcou o canto (8’) que originou a primeira grande defesa de Iker Casillas, a uma cabeçada de Mitroglou. Quatro minutos depois, Gaitán marcou novo canto. Desta vez foi Luisão quem, no meio da molhada, cabeceou A bola bateu em Mitroglou e Casillas foi ao relvado dar uma palmada na bola com a mão direita. Boa defesa.

O FC Porto tentou responder, mas não teve arte nem talento para importunar Júlio César – não fez uma única defesa digna desse nome até ao intervalo. Já o Benfica, bem arrumado, voltou a chegar à área adversária num lance em que Mitroglou chegou atrasado a um centro/remate de Gonçalo Guedes. O 1º tempo acabou com uma entrada à karateka de Maicon sobre Jonas, que Soares Dias deixou passar em claro. Era, no mínimo, amarelo.

A 2ª parte foi mais mexida, principalmente por parte do FC Porto, que logo aos 48’ viu Aboubakar cabecear ao poste, após um magnífico passe de André André para as costas de Luisão e Jardel. No minuto 59’, o camaronês, outra vez a passe de André André, isolou-se e rematou. Júlio César meteu uma mão milagrosa. A bola sobrou para o 9 dos portistas, que, apesar de tocado por Luisão, não caiu e rematou ao lado. Seguiram-se quinze penosos minutos de mau futebol. A partir dos 75’, porém, o FC Porto passou a pressionar alto e a rondar a baliza de Júlio César, sem criar muito perigo. Até que, num lance a meio-campo, Osvaldo pressionou Jardel. Pizzi não segurou o corte, Brahimi aproveitou, tocou para Varela, de calcanhar, soltar para o isolado André André faturar.
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