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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

APAF repudia incidente com árbitros em Benfica do Ribatejo

Estrutura representativa dos árbitros de futebol repudiou "mais um triste episódio que envergonha o futebol português".

06 de dezembro de 2021 às 13:43

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) apelou esta segunda-feira à punição célere dos autores do rebentamento do engenho pirotécnico no balneário dos 'juízes' do jogo entre Benfica do Ribatejo e Rebocho, dos distritais de Santarém.

Em comunicado, a estrutura representativa dos árbitros de futebol repudiou "mais um triste episódio que envergonha o futebol português", aludindo ao rebentamento de "um engenho explosivo no balneário dos árbitros", no intervalo do encontro disputado em Benfica do Ribatejo, no concelho de Almeirim.

A formação anfitriã saiu a perder por 1-0 frente ao adversário de Coruche para o intervalo, mas o jogo da sétima jornada da Serie A da II Divisão distrital de Santarém não voltaria a ser reatado, devido ao incidente, que não provocou ferimentos.

"Para a salvaguarda da modalidade e dos milhares de pessoas de bem que lhe dão vida, desde a base até ao topo, urge que os prevaricadores sejam punidos de forma célere e exemplar a nível desportivo e cível", lê-se no comunicado da APAF, denunciando que "a perceção de impunidade e a ausência de segurança efetiva na maior parte dos jogos" pode estar na origem dos recentes casos de violência.

Rematando o comunicado com "uma palavra de incentivo e apoio" aos árbitros Pedro Francisco, Bruno Nunes e Martim Valério, que dirigiam o referido encontro, a APAF admitindo que, "se nada for feito", se poderá "assistir, de forma negligente, a uma catástrofe anunciada".

No domingo, em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Futebol de Santarém lamentou o sucedido.

"Lamentamos todas as ocorrências, inesperadas, que nos envergonham a todos (...). Aguardamos o relatório do arbitro e da segurança e os órgãos próprios tomarão medidas e procedimentos normais, mas é uma situação lamentável. Um ato isolado e inexplicável, que nada fazia prever", disse à Lusa Francisco Jerónimo.

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