A perder durante mais de 55 minutos, o Benfica, numa ponta final de loucos, acabou por conquistar um triunfo muito difícil.
O jogo parecia perdido, com o Vizela a surpreender no Estádio da Luz, mas, numa reta final imprópria para cardíacos, o Benfica arrancou a quinta vitória na Liga e, aconteça o que acontecer, vai manter a liderança isolada no final desta jornada.
Importa, no entanto, sublinhar que o Vizela fez um grande jogo e que esteve à beira de travar a caminhada vitoriosa das águias. Até que, ao minuto 76, Neres fez magia e, com um potente remate de pé esquerdo, à entrada da área, empatou.
E é justo referir que, ainda com pelo menos quinze minutos de jogo pela frente, o Vizela não estacionou um autocarro na defesa e até criou boas jogadas de ataque, travando o que poderia ter sido uma espécie de cavalgada final do Benfica.
Só que, já com o cronómetro a marcar mais de cem minutos, Fábio Veríssimo apontou para a marca da grande penalidade. Rafa surgiu no ataque pela direita e desferiu um potente remate, com a bola a embater no cotovelo esquerdo de Diego Rosa, que estava no interior da área. Chamado a marcar, João Mário faturou aos 90+12’.
O Benfica entrou dominador, como se esperava, mas lento e pouco esclarecido. Por outro lado, foi percetível, logo no arranque da partida, que Álvaro Pacheco tinha urdido uma estratégia acertada e que os seus homens tinham percebido claramente a lição do treinador.
A história desta partida começou ao minuto 10, quando Neres trabalhou bem na direita, centrou em arco e Gonçalo Ramos, num cabeceamento ‘a pingar’, acertou na barra. Ficou a ideia de que a turma encarnada tinha descoberto o caminho da baliza, mas foi puro engano.
Após mais uma ou duas incursões pela direita, sempre anuladas pelas duas linhas de quatro da turma minhota, surgiu o contragolpe que calou a Luz. Ao minuto 20, os encarnados perderam a bola a tentar entrar pelo centro do terreno, o esférico sobrou para Kiko Bondoso que, de forma magistral, lançou Osmajic em velocidade e este, com um remate forte, de pé esquerdo, bateu Odysseas.
Já na reta final do primeiro tempo, João Mário ia fazendo de um centro um belo golo de livre direto. A bola beijou o poste, após uma impressionante defesa de Fabijan Buntic. Na segunda parte, o Benfica jogou melhor e conquistou a vitória mais difícil da era Robert Schmidt.
Positivo e negativo
+ Postura tática do Vizela
A turma de Álvaro Pacheco entrou no Estádio da Luz para jogar olhos nos olhos com o líder do campeonato e esteve à beira de travar o voo vitorioso das águias. Uma dupla linha de quatro, de grande eficácia, quase carimbava uma surpresa.
- Lentidão do Benfica
Foi uma primeira parte para esquecer (ou lembrar) por parte da equipa do Benfica. Jogo previsível, sem grandes ideias, mas sobretudo muito lento. Foi a segunda vez, em poucos dias, que deu um golo de avanço. A terceira pode ter outro desfecho.
Arbitragem: Desacerto disciplinar
O penálti de Diego Rosa vai dar muito que falar, mas foi validado pelo VAR António Nobre. O calcanhar de Aquiles de Fábio Veríssimo foi o aspeto disciplinar. Sobretudo o primeiro amarelo para Gonçalo Ramos, que nem sequer cometeu infração.
"Ramos Expulso? é inacreditável"
"Ramos expulso? O cartão vermelho para o Gonçalo é inaceitável, o lance e a decisão é inacreditável! Não sei porque é que o árbitro não foi ao ecrã ver, com o VAR: era penálti", reagiu esta sexta-feira o técnico Roger Schmidt, comentando o lance polémico aos 90+1’.
Apesar das dificuldades que o Vizela criou ao Benfica, o técnico alemão destacou a "boa vitória" da sua equipa. "Tivemos de lutar até ao último minuto pela vitória, mas a equipa mostrou muita alma, acreditando sempre no triunfo, e penso que conseguimos a recompensa. Foi preciso muito tempo para o golo do empate. Foi uma boa vitória", realçou Schmidt.
O treinador do Benfica não deixou de agradecer aos adeptos benfiquistas que "empurraram a equipa" no Estádio da Luz. "Foram três pontos importantes, porque a equipa acreditou. Os jogadores mostraram que queriam ganhar este jogo, mesmo se na primeira parte não estivemos tão bem. Tivemos de trabalhar. Os adeptos empurraram a equipa para a frente até ao último segundo", referiu o técnico alemão depois da quinta vitória do Benfica na Liga.
Caso Horta com impacto
"O Ricardo Horta é jogador do Sp. Braga. Esta questão tem sempre algum impacto na parte emocional. Vamos vê-lo na sua plenitude", disse Artur Jorge, treinador dos minhotos, sobre a ida falhada do jogador para o Benfica.
Vertonghen sem controlo
"Sempre quis terminar a carreira em Portugal, mas no Benfica comecei a perder algum controlo. O Anderlecht chegou na altura certa", afirmou esta sexta-feira Vertonghen na apresentação pelo clube belga.
Yaremchuk elogia águias
"O Benfica é verdadeiramente um grande clube mundial. As equipas que defrontam o Benfica jogam com 11 jogadores dentro da área", disse Yaremchuk, vendido pelas águias ao Brugge por 16 milhões de euros.
Neres começa e João Mário sentencia
Odysseas – Um golo sofrido e uma defesa, em jogo com pouco trabalho.
Gilberto – Esforçado mas por vezes pouco lúcido a conduzir jogadas de ataque.
António Silva – Que grande jogo fez este jovem central. Cortes de mestre e maturidade a sair a jogar com a bola.
Otamendi – O capitão puxou pela equipa e no fim fez de Coates e foi para a frente.
Grimaldo – Dinâmico, atacante, mas com pouca criatividade para o último passe.
Florentino – Foi dos primeiros a sair porque a equipa precisava de outra coisa ali.
Enzo Fernández – O pulmão da equipa não pede licença para rematar (três vezes). Saiu cansado, mas ele queria ficar.
João Mário - O médio está em grande forma e a dizer que vai ser difícil sair da equipa. Transporta jogo com qualidade, pressiona, corta, desmarca e remata. Marcou penálti que valeu três pontos.
Rafa – Ligou a mota na segunda parte e os adversários só o pararam à falta.
Neres – Recebe e flete para dentro, passa/remata. Fez isto oito vezes e à 9ª fez um golaço. Ressuscitou equipa e estádio.
Gonçalo Ramos – Atirou ao poste aos 10’, depois correu, correu e lutou. Foi (mal) expulso por alegada simulação.
Bah – Entrou bem no jogo e fez centros tensos e perigosos.
Aursnes – Domina a zona do meio-campo com sabedoria.
Musa – O croata tem que fazer mais do que tabelar.
Diogo Gonçalves – Sem tempo para muita coisa.
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