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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Assembleia Municipal do Porto condena atos de racismo contra Marega

Presidente Miguel pereira Leite sublinhou a necessidade de serem implementadas "regras de combate ao racismo".

17 de fevereiro de 2020 às 23:00

A Assembleia Municipal do Porto condenou esta segunda-feira os atos de racismo contra o avançado dos 'dragões' Moussa Marega, que abandonou no domingo o jogo com o Vitória de Guimarães após ser alvo de cânticos racistas de adeptos da equipa minhota.

"A Assembleia Municipal do Porto condena e repudia todas as manifestações racistas ocorridas contra Moussa Marega (...), assim como todas as manifestações racistas quaisquer que sejam os contextos em que se praticam", afirmou hoje o presidente da Assembleia Municipal do Porto.

Durante a apresentação do voto de condenação contra o racismo, ao qual se uniram todos os partidos políticos, Miguel Pereira Leite sublinhou a necessidade de serem implementadas "regras de combate ao racismo", especialmente no desporto.

"A atitude de Moussa Marega deve ser saudada e aplaudida", reforçou Miguel Pereira Leite.

No domingo, em Guimarães, durante um jogo da 21.ª jornada da I Liga de futebol entre o Vitória de Guimarães e o FC Porto, o avançado maliano dos 'dragões' Moussa Marega abandonou o jogo, após ter sido alvo de cânticos e insultos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória de Guimarães tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, tendo acabado por ser substituído, numa altura em que os 'dragões' venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Ao abandonar o relvado, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

Na sequência do sucedido, o Ministério Público instaurou um inquérito que está "em investigação" pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Guimarães, informou hoje a Procuradoria-Geral da República.

Vários responsáveis políticos, como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa, já condenaram a situação.

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