Triunfo deste sábado do Nacional frente ao Alverca (1-0) deixa os avenses sem hipótese de continuarem no principal escalão.
O AVS tornou-se este sábado a primeira equipa a ser despromovida na edição 2025/26 da I Liga de futebol, confirmando um desfecho há muito anunciado, um ano após ter assegurado a permanência através do play-off.
O AVS empatou na sexta-feira na visita ao Rio ave (2-2), na abertura da 30.ª jornada, mas o triunfo deste sábado do Nacional frente ao Alverca (1-0) deixa os avenses sem hipótese de continuarem no principal escalão.
O projeto de SAD, então associado ao Vilafranquense, mudou-se para Vila das Aves em 2023/24, com a ambição de alcançar rapidamente o principal escalão com a equipa que adotou a designação de AVS.
Apesar da resistência de uma parte dos adeptos do Clube Desportivo das Aves, daquela freguesia do concelho de Santo Tirso, a subida foi concretizada logo na época de estreia, após duas vitórias por 2-1 no play-off frente ao Portimonense, 16.º classificado da I Liga.
O malogrado Jorge Costa, escolhido para liderar o projeto avense, encerrou aí a carreira de treinador, transitando posteriormente para a estrutura diretiva do FC Porto, presidida por André Villas-Boas.
Henrique Sereno deixou a presidência da SAD, sendo substituído por Miguel Socorro. Ainda assim, a equipa não conseguiu, nesta época, corrigir as fragilidades evidenciadas na estreia na I Liga, quando garantiu a permanência através de um segundo play-off.
Vítor Campelos, Rui Ferreira e Daniel Ramos passaram pelo banco do AVS, mas acabaram por sair - no caso de Campelos, com a equipa em zona de segurança e após uma pouco habitual rescisão unilateral -, numa época que viria a ser assegurada no final por José Mota.
O experiente técnico, com várias subidas e uma inédita Taça de Portugal pelo Desportivo das Aves no currículo, garantiu a permanência no play-off frente ao Vizela, terceiro classificado da II Liga, com um agregado de 5-3 (3-0 nas Aves e 2-2 em Vizela).
Este final feliz não escondeu as fragilidades na planificação do plantel para 2025/26, marcadas por saídas relevantes e entradas sem impacto, que se agravaram no início da temporada.
A continuidade do técnico não conseguiu travar esse cenário, num plantel que iniciou a época com muitos elementos novos e sem experiência no campeonato português, e José Mota acabou por sair ao fim de cinco jornadas.
Fábio Espinho, que integrava a equipa técnica, assegurou a transição para João Pedro Sousa, já com a equipa em zona de descida, da qual nunca conseguiu sair. Seguiu-se João Henriques, a partir da 15.ª jornada, após um interregno assegurado pelo interino Armando Roriz, que somou uma inesperada vitória em Guimarães, nos oitavos de final da Taça de Portugal (1-0).
Henriques reencontrou no AVS Diogo Boa Alma, entretanto nomeado diretor-geral para o futebol, depois do trabalho conjunto de sucesso no Santa Clara, e o mercado de inverno perspetivava uma reformulação do plantel.
A introdução de novas opções visava, também, atenuar o impacto dos maus resultados num balneário que viria a registar a saída de uma dezena de elementos.
Consciente da impossibilidade de apagar o passado recente, João Henriques passou a centrar a abordagem no jogo a jogo e em objetivos intermédios, como manter a baliza a zeros ou alcançar a primeira vitória, que apenas chegaria em fevereiro, à 22.ª jornada, diante do Estoril Praia (3-0).
Apesar da anunciada despromoção, o técnico nunca deixou de apontar a uma saída com dignidade, perseguindo ainda o primeiro triunfo fora de portas e a superação dos 15 pontos do Penafiel em 2004/05, de forma a evitar que os avenses fixem o pior registo pontual de uma equipa na I Liga em edições disputadas por 18 clubes.
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