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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Bruno de Carvalho não poupou no discurso aos sócios

Urnas da Assembleia Geral leonina já encerram. Votos começaram a ser contados.

17 de fevereiro de 2018 às 16:34

Bruno de Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal, discursou este sábado à tarde durante a Assembleia Geral extraordinária do Sporting, na qual cerca de 4.000 sócios decidiram o futuro do mesmo no clube através de uma votação anónima. As urnas encerraram por volta das 19h00 e os votos começaram a ser contados.

"Vou votar que não a tudo", começou por deixar claro o presidente dos leões ao início da tarde.

"Desde 3 de fevereiro apenas vi uma questão sobre um artigo dos estatutos. É evidente que não existem dúvidas. Tudo o que tenho lido são chavões, como pidesco, lei da rolha", explicou aos presentes no Pavilhão João Rocha, em Lisboa, onde decorreu a sessão.   

Ainda num momento inicial, Bruno de Carvalho destacou a importância do evento para o clube e em particular para o próprio, pedindo aos sócios que votaram que parassem de proferir comentários negativos, visto que todos são livres de o fazer mediante preferências pessoais. No entanto, este ainda fez questão de sublinhar os diversos comentários negativos de que tem vindo a ser alvo por parte de vários adeptos do clube.

Para o sportinguista, o ódio do qual tem vindo a ser alvo, por parte de adeptos e da imprensa, deve-se ao facto de este denunciar todas as situações graves assim como os nomes envolvidos nas mesmas. "Como o caso dos vouchers e e-mails do Benfica", proferiu. 

Muitos foram os nomes mencionados no discurso desta tarde, com destaque para Dias da Cunha que, segundo relembrou Bruno de Carvalho, revelou durante um debate televisivo em 2009 as manobras obscuras que ocorriam dentro do clube, envergonhando-o. "O Sporting não era respeitado nem se dava ao respeito", exclamou.

Apesar de considerar que o clube se encontra a viver um momento diferente, destacou que ainda existem diversas personalidades que tem como objetivo passar a imagem de que tem feito um trabalho com resultados negativos para a imagem atual dos leões. "André Ventura, Rui Santos, Pedro Guerra, Nuno Farinha, entre muitos outros", começou por enumerar, sendo alvo de expressões de desagrado pela maioria dos presentes. 

Quem também não escapou aos comentários desta tarde foi Pedro Madeira Rodrigues, antigo candidato às eleições do Sporting. "Fugiu de Portugal, mas já fez mais intervenções desde dia 3 do que fez na campanha eleitoral", começou por frisar, revelando que nos últimos anos ninguém ouviu falar do mesmo no clube.

"Este senhor tem a seguinte declaração: a honestidade do presidente do Sporting fica em dúvida, numa carta que apenas fez chegar à comunicação social", afirmou. 

José Roquette, antigo presidente dos leões, foi um dos nomes conhecidos no universo do futebol que fez igualmente parte do discurso de Bruno de Carvalho. "É um homem que representa tudo o que há de errado neste país, com casos gravíssimos de justiça, ou de não justiça. Sou populista com muito orgulho, porque fui eu que me afastei das elites, dos grupos e dos grupinhos para dar a voz aos sócios e adeptos do Sporting", exclamou depois de Roquette o acusar de ser populista e o Donald Trump do futebol português.

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