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Declaração de Jorge Jesus alimenta polémica sobre racismo na Champions

“Isso do racismo está muito na moda", considerou o treinador do Benfica.

10 de dezembro de 2020 às 09:10

"Isso do racismo está muito na moda. Como cidadão, tenho o direito de pensar à minha maneira. Só posso ter uma opinião concreta sabendo o que se disse, porque hoje qualquer coisa que se possa dizer contra um negro é sempre sinal de racismo. Se se disser a mesma coisa contra um branco, já não é sinal de racismo. Se calhar, até houve algum sinal de racismo, mas não sei o que disseram". A reação de Jorge Jesus, treinador do Benfica, ao insulto racista no jogo entre PSG e Basaksehir, da Champions - o quarto árbitro, o romeno Sebastian Coltescu, descreveu o treinador adjunto dos turcos, o camaronês Pierre Webo, como "negro" - provocou fortes críticas nas redes sociais.

Uma delas foi de Mamadou Ba, dirigente do SOS Racismo. "Já nem uma formiga se pode pisar. Um pontapé no cão é maus-tratos contra animais. Insulta-se um negro é logo racismo", escreveu o ativista, fazendo uma associação entre o técnico encarnado e o líder do Chega: "Oh meu rico Benfica, que junta o [André] Ventura ao Jesus!"

Carlos Carvalhal, treinador do Sp. Braga, lamentou o sucedido em Paris: "O racismo tem de ser combatido. Não é um problema do futebol, mas da sociedade. É preciso equilíbrio. Corro o risco de responder a alguém que não tem uma perna e depois vem a associação das pessoas sem pernas criticar-me". Marega, jogador do FC Porto que em fevereiro abandonou um jogo em Guimarães quando foi alvo de insultos racistas, manifestou apoio a Webo.

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