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FC Porto de gala ofusca Juventus de Ronaldo

Portistas marcaram a abrir cada uma das partes, mas permitiram que Chiesa reduzisse perto do fim, dando esperança à Juventus para o jogo da segunda mão.

18 de fevereiro de 2021 às 01:30

Um FC Porto de grande nível bateu (2-1) esta quarta-feira pela primeira vez na história a Juventus de Ronaldo e está em vantagem nos ‘oitavos’ da Champions. Um resultado que merecia outros números tal a superioridade dos portistas.

O onze de gala do FC Porto escolhido para receber a Juve decerto que não estava à espera de uma prenda, e que prenda, logo no minuto 2. Um passe fatal de Bentancur (não viu Taremi nas costas), na área, permitiu ao iraniano marcar pela primeira vez na Champions.

A pressão alta que valeu o 1-0 manteve-se quase toda a primeira parte, com a equipa de Sérgio Conceição a fazer um jogo personalizado, combativo, anulando todos os pontos fortes de Ronaldo e companhia.

Conceição tinha avisado que a equipa estava forte mentalmente. Isso viu-se, somando a uma enorme disponibilidade física. No primeiro tempo, os dragões foram muito competentes e sempre superiores (apesar das poucas ocasiões) face ao conjunto bianconeri, que só por uma vez assustou Marchesín. Rabiot, a fechar o primeiro tempo, num pontapé de bicicleta, pôs o argentino à prova, mas o lance acabou invalidado por fora de jogo.

Apito para o 2º tempo e poucos segundos depois o segundo do FC Porto, após grande jogada de Manafá, que assistiu na perfeição Marega. Durante largos minutos, após o 2-0, o FC Porto continuou superior. Sérgio Oliveira podia ter matado praticamente a eliminatória, mas permitiu a defesa de Szczesny. Com Ronaldo muito apagado, os dragões vestiram o fato de macaco para manter o 2-0.

Mas na parte final e quando não se esperava, na única jogada com cabeça, tronco e membros da Juventus, Chiesa, de primeira, fez o golo que mantém a equipa ligada à eliminatória, que ficará decidida dia 9 de março em Turim. Na última jogada do jogo, houve um caso polémico na área do FC Porto, com Ronaldo a cair num lance com Zaidu. O árbitro nada assinalou e evitou uma injustiça ainda maior no marcador.

"Jogo muito forte"

O treinador do FC Porto destacou o mérito da preparação para a partida e a forma como os dragões aplicaram a estratégia: "Não entrámos a ganhar por acaso. A nossa pressão sobre o adversário foi trabalhada. Os jogadores interpretaram perfeitamente o que queríamos. Continuámos sempre muito organizados, fosse num bloco mais alto ou mais baixo. Os jogadores fizeram um jogo fantástico. Parabéns para eles, foram os grandes obreiros desta vitória."

Apesar de estar em vantagem na eliminatória e um passo mais perto do acesso aos ‘quartos’ - que rendem mais 10,5 milhões de euros para juntar aos 65,4 M € que os dragões já amealharam -, Conceição não quis falar da segunda mão, em Turim: "Agora é descansar e a nossa Champions é o próximo jogo com o Marítimo. Queremos reabrir o campeonato na Madeira."

Taremi é exemplo de muito músculo

o Manafá – Esteve quase perfeito a defender, mas deixou fugir Rabiot no golo da Juve. Compensou com a assistência para Marega no 2-0.

o Mbemba – Personalizado, não deu um milímetro aos avançados contrários.

o Taremi - O seu golo, após pressão ao guarda-redes, resume a abnegação em todo o jogo. Merece destaque pela constância ao longo dos 90 minutos e porque juntou cérebro ao músculo.

o Pepe – Incrível a forma como o seu (alto) rendimento não oscila aos 37 anos. Um pilar da equipa a toda a hora.

o Zaidu – Deu espaço a Chiesa no 2-1 e viu o árbitro perdoar-lhe um penálti sobre CR7.

o Corona – Defendeu mais do que atacou. Solidário.

o Sérgio Oliveira – Inteligente a ocupar os espaços. Esteve perto de marcar aos 52’.

o Uribe – Incansável. Correu quilómetros e foi decisivo nos equilíbrios da equipa.

o Otávio – Não faz um jogo mau. Cansa só de ver como pressiona os adversários.

o Marega – Um mouro de trabalho e um poço de força no lance do segundo golo.

o Luis Díaz – Entrou para refrescar, mas foi menos eficiente no apoio defensivo.

o Grujic – Foi com ele em campo que surgiu o 2-1...

o Francisco Conceição – Estreia na Champions. E foi isso.

o Loum – Também entrou para queimar tempo.

ANÁLISE

+ Quase perfeito

Mérito de Sérgio Conceição na preparação do jogo. O FC Porto foi muito melhor e praticamente não deixou a Juve jogar. Pena o lance que resultou no 2-1. Foi o único.

- Fraca Juventus

É bonito querer sair de trás a jogar, mas para isso é preciso ter jogadores virtuosos no passe. Na frente, Ronaldo sempre muito apagado. Salvou-se Chiesa. Ainda assim, fraco.

Ronaldo tocado na área?

O espanhol adotou o critério de deixar jogar e só interromper o encontro se necessário. No lance final do jogo, Zaidu parece tocar Ronaldo dentro da área. O árbitro, após indicação do VAR, nada assinalou.

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