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Correio da Manhã

Desporto
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Festa no Jamor vai decorrer sob apertada vigilância

Adeptos das duas equipas com canais próprios de acesso ao interior do recinto.
Mário Pereira 25 de Maio de 2019 às 09:19
A final está marcada para dia 31
Estádio Nacional vai estar cheio para receber a final da Taça a de Portugal
Estádio do Jamor
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Estádio do Jamor
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Estádio do Jamor
A final da Taça de Portugal que este sábado se realiza no Estádio Nacional, entre Sporting e FC Porto, decorrerá sob apertadas medidas de segurança, de forma a evitar, ou pelo menos minimizar, focos de atrito entre os apoiantes de uma e outra equipa.

Como tem sido habitual em outras ocasiões, neste recinto será posto em prática um plano que visa criar fluxos separados de adeptos, desde a chegada ao Jamor de automóvel, autocarros ou transportes públicos, até ao local onde cada pessoa se irá sentar.

As zonas mistas, nas matas circundantes, onde normalmente os adeptos se misturam nas horas que antecedem o jogo, com os tradicionais piqueniques, serão alvo de grande atenção, com efetivos da PSP uniformizados e não uniformizados.

Há onze anos que não se realiza no Estádio Nacional uma final entre ‘grandes’ (último clássico aconteceu em 2008, precisamente entre Sporting e FC Porto, 2-0). Este facto eleva o nível de segurança em relação a anos anteriores. A PSP inicia o policiamento às oito da manhã. As portas do estádio serão abertas às 14h45, ou seja, duas horas e meia antes do início do encontro.

Os adeptos do FC Porto irão ocupar dentro do estádio a bancada do topo sul (à direita de quem está na tribuna de honra). Do lado oposto vão sentar-se os apoiantes do Sporting.

Haverá, naturalmente, revistas minuciosas, nas entradas, pelo que os adeptos são aconselhados a chegar cedo ao recinto.

Vontade de Casillas
Iker Casillas, guarda-redes do FC Porto que passa por momentos difíceis, poderá este sábado viajar até Lisboa para dar apoio aos companheiros de equipa. A vontade do jogador é estar presente, sabe o CM, mas não está ainda garantida a sua presença.

Corona convocado
Jesús Corona não pode jogar este sábado por estar a cumprir castigo (viu um cartão vermelho no último jogo com o Sporting), mas viajou para Lisboa por ter sido incluído no lote alargado de convocados. Aboubakar, lesionado, também integra o grupo.

OLHAR DE ADEPTO
Que diria aos jogadores da sua equipa antes da entrada em campo?
Carlos Barbosa da Cruz (Sporting)
- Transportam nas vossas camisolas mais de cem anos de história gloriosa, os valores supremos do fair play e as expectativas de milhões de sócios e adeptos, por esse mundo fora, que estão legitimamente sedentos de uma alegria, que compense o trauma do ano passado. Subi ao campo em comunhão espiritual com os muitos que estão convosco e procurem ser ambiciosos, dignos e competentes. Se assim for, a vitória não escapará. É tudo uma questão de esforço, dedicação e devoção. A glória virá depois.

Francisco J. Viegas (FC Porto) - Diria pouco – mas o essencial – até porque não são necessários grandes discursos em situações como esta. Os jogadores sabem que papel estão a interpretar e estou certo de que farão o seu melhor num jogo tão decisivo. Mas é bom lembrar-lhes que a forma como se esforçarem em campo é muito importante para adeptos dedicados que sempre os apoiaram. Que devem honrar esta camisola. Que devem pensar que o seu futuro fica ligado a esta vitória, que eles querem mais do que ninguém. Que podem e devem ganhar.
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