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Correio da Manhã

Desporto
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Gaitán: a 'nota artística' do bicampeão

O argentino foi a grande figura da versão 2014/15 do Benfica.
17 de Maio de 2015 às 21:05
Extremo argentino domina a bola durante um jogo no Estádio da Luz
Extremo argentino domina a bola durante um jogo no Estádio da Luz FOTO: Miguel Barreira
O argentino Nicolás Gaitán foi a grande figura da versão 2014/15 do Benfica, o futebolista que deu sempre o toque de classe a um conjunto que dispensou muitas vezes a 'nota artística'.

Raramente capaz de fazer o mais simples, sempre pronto para mais um momento artístico, Gaitán foi essencial para encantar a planteia, para levar pessoas ao estádio, uma delícia para os verdadeiros apreciadores do futebol bonito. O argentino nunca prescindiu de 'inventar', mas a sua importância foi transcendental porque, nos 'intervalos', também soube ser prático, cotando-se, como desde que chegou à Luz, em 2010/11, como o 'rei' das assistências.

Gaitán não se distinguiu, no entanto, apenas ofensivamente, pois, ao contrário da maioria das 'estrelas' do seu calibre, foi essencial a defender, na ajuda aos laterais, sempre pronto a mais um 'carrinho'.

Quarteto ofensivo
Apesar do adeus de várias figuras da época passada, como Markovic, Rodrigo, Garay e, em janeiro, Enzo Perez, o '10' não ficou sozinho, longe disso, sobretudo na segunda volta, quando Lima e Jonas começaram a funcionar, formando com Salvio um 'imparável' quarteto ofensivo.

Depois de se terem ficado pelos 10 golos (seis de Lima e quatro de Jonas) na primeira parte, os dois brasileiros já vão em 25 na segunda, na qual o Benfica somou menos pontos, mas produziu muito mais futebol, com mais tentos.

Lima esteve ao nível de anos anteriores, aproximando-se das duas dezenas de tentos, enquanto Jonas, de 31 anos, cotou-se como grande e inesperado reforço e ninguém se lembrou de Rodrigo, vendido ao Valência por 30 milhões de euros. Chegado precisamente da equipa 'ché', a custo zero, o internacional brasileiro foi determinante, pelos golos, a técnica e a simplicidade do seu futebol, integrando-se como uma 'luva' na formação comandada por Jorge Jesus.

Por seu lado, Salvio, 'ofuscado' em 2013/14 pelas lesões e por Markovic, voltou a 'brilhar', mostrando, aos 24 anos, toda a sua classe. Sem ter o virtuosismo de Gaitán, o também argentino foi capaz de muitos momentos de 'magia', em loucas correrias pelo flanco direito, com muitas assistências e golos: soma nove e ainda pode igualar os 10 de 2012/13.
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