Leões jogaram parados e mostraram uma confrangedora falta de ideias para construir fosse o que fosse.
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O Sporting fez esta quinta-feira uma fraca exibição e, mesmo assim, ganhou ao Rosenborg, por 1-0, golo às três tabelas de Bolasie. Com este resultado, a equipa de Alvalade está em 2º no grupo D da Liga Europa, com 6 pontos, e tem abertas as portas para a fase seguinte da prova.
A primeira parte resume-se em duas palavras: um aborrecimento. O Sporting, porque jogou parado, devagarinho e devagar e o Rosenborg porque ficou a ver a jogar acantonado na defesa e só subiu linhas meia hora depois do início da partida.
Pelo meio, um enorme erro do árbitro Lawrense Visser, que não marcou um evidente penálti contra os nórdicos, numa cabeçada de Luiz Phellype que Hovland desviou com o braço direito para canto; um livre de Bruno Fernandes à barra; uma grande defesa de Hansen num remate de cabeça de Vietto; e um corte de Coates contra Doumbia que levou a bola à barra da baliza leonina.
A segunda parte foi mais do mesmo: mau futebol, tanto do Sporting como do Rosenborg. Os leões voltaram a ter bola, mas raramente sabiam o que lhe fazer. Sucediam-se os passes errados, uma confrangedora imobilidade e um desolador deserto de ideias para construir fosse o que fosse. Era tudo mau demais e o público pagante ripostou com assobios. Merecidos.
E estava tudo a pensar que só um golpe de sorte daria a vitória ao Sporting, quando Vietto sacou um centro que tabelou num adversário, Pedro Pendes atrapalhou um opositor, Bolasie cabeceou, a bola bateu em Hovland e só parou na baliza de Hansen, que ainda lhe tocou. Foi assim o 1-0.
Faltavam 20 minutos para o final da contenda quando os noruegueses aproveitaram para ir para o ataque, e só não empataram por manifesta aselhice dos seus jogadores – casos de Soderlund e Johnsen, que, sem oposição, na área, falharam os remates.
ANÁLISE
Homenagem a Jordão
Foi sentida e bonita a homenagem de que foi alvo Jordão, que morreu no dia 18, aos 67 anos. Um minuto de silêncio cumprido como deve ser e palmas e luzes no minuto 11.
Sporting
Ou Silas não se sabe explicar ou os jogadores do Sporting pensam em tudo e mais alguma coisa quando o ouvem. Só assim se pode explicar o mau futebol do Sporting.
Mau trabalho
O árbitro belga Lawrence Visser fez um mau trabalho. O erro mais grave que cometeu foi não ter marcado um penálti, por mão de Hovland, na área, que safou para canto um cabeceamento de Luiz Phelippe.
Vietto foi um dos menos maus
o Renan – Cumpriu. Teve pouco trabalho e ainda apanhou alguns sustos. Assobiado por demorar na reposição da bola em jogo.
o Rosier – Má primeira parte. Pouco melhorou após o intervalo.
o Coates – Começou a tremer com cortes mal feitos e um desvio contra Doumbia que levou a bola à barra. E foi assim até ao fim do jogo.
o Mathieu– Cometeu um erro que deu um grande calafrio à defesa leonina. De resto, razoável.
o Acuña – Bons centros para Luiz Phellype e Vietto. Misturou coisas boas com erros infantis no passe.
o Doumbia – Bem a jogar para o lado e para trás.
o Bruno Fernandes – Um livre à barra e alguns remates fora do alvo. Não foi o jogador do costume.
o Wendel – Até ao intervalo não se viu. Depois, também não.
o Bolasie – Trapalhão e um golo que lhe caiu do céu.
o Luiz Phellype – Cabeçada para golo cortada com a mão de Hovland. E mais nada digno de registo.
o Pedro Mendes – Atrapalhou a defesa do Rosenborg no golo de Bolasie.
o Borja – Pouco mais de dez minutos no relvado para ajudar a defender.
o Eduardo – Mais um na defesa para segurar a vitória.
Vietto
Foi o menos mau da equipa do Sporting. Fez o centro para o golo de Bolasie, que valeu a vitória, e um cabeceamento que obrigou Hansen a uma enorme defesa.
Rui Jordão homenageado
Alvalade prestou uma homenagem a Rui Jordão, lenda do clube que faleceu na passada sexta-feira, aos 67 anos, devido a problemas cardíacos. No minuto 11, número da camisola do goleador, os adeptos acenderam as lanternas dos telemóveis e agitaram-nos.
"Não estamos ainda a 100%"
"O mais importante é o resultado. Precisamos de ganhar para recuperar a confiança dos adeptos. Não estamos ainda a 100%, mas vi uma equipa muito sólida e temos de continuar assim, a ganhar", afirmou Jérémy Mathieu no final do encontro.
Pedido de demissão e lenços brancos
É certo que houve assobios quando o nulo teimava em continuar no marcador. Alguns adeptos fizeram questão de mostrar camisolas das claques que representam. Uns da Juventude Leonina e outros do Diretivo Ultra XXI. Uma prova de solidariedade, depois de terem perdido os apoios por terem insultado a direção.
Entre as regalias perdidas, estão os bilhetes gratuitos e as viagens dos líderes para os jogos no estrangeiro no avião da equipa. Não houve as tarjas gigantes, mas estiveram na bancada algumas bandeiras. Nem mesmo a vitória impediu os gritos a pedir a demissão de Varandas e viram-se lenços brancos no final.
O forte dispositivo policial em torno do estádio impediu quaisquer incidentes.
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