Darwin marcou golo madrugador e deu falsas expectativas ao Benfica, que teve uma exibição fraca.
Golo cedo, objetivo alcançado, exibição fraca e mais duas estreias. A vitória do Benfica na Madeira resume-se a isto.
Depois de bater o Marítimo, já só faltam duas finais para Nélson Veríssimo conseguir o seu único objetivo antes de deixar a Luz: vencer todos os jogos.
Este sábado no Funchal, depois de ter deixado Grimaldo em Lisboa, o técnico deixou Gonçalo Ramos e Gilberto no banco, a pensar no próximo jogo, em casa, com o rival FC Porto. Com o estreante Sandro Cruz no lado esquerdo da defesa, o Benfica entrou a marcar. Darwin (quem mais?) aproveitou uma defesa incompleta de Paulo Victor para fazer aquele que seria o único golo do encontro.
Com duas equipas já sem grandes objetivos, podia-se esperar um jogo aberto e com chances. Pouco disso aconteceu. O Marítimo não se fechou lá atrás e tentou incomodar o Benfica, que se acomodou. Mas perto do intervalo, Carlos Winck foi expulso no Marítimo.
Pensava-se que a jogar com menos um a equipa insular iria recuar, perante o previsível pendor atacante da equipa encarnada.
Mas não. A segunda parte foi quase sempre pouco interessante. O Benfica controlou, é certo, mas as oportunidades flagrantes foram inexistentes. Paulo Bernardo e João Mário (dupla jogou em simultâneo mas pouco deu ao jogo) tiveram dois remates com algum perigo, mas nenhum deles acertou no alvo.
Já o Marítimo jogava sem pressão, a trocar a bola e a tentar chegar com perigo à área das águias. Nélson Veríssimo mexeu. Gonçalo Ramos entrou para dar mais presença atacante, mas não resultou e a superioridade numérica em campo raramente se percebia.
Sem conseguir cimentar a vitória, Nélson Veríssimo promoveu mais uma estreia: o extremo Tiago Gouveia da equipa B.
Até final acabou por ser o Marítimo a ter a melhor chance, com Odysseas, em voo, a desviar para canto remate traiçoeiro de Alipour.
Segue-se o FC Porto na Luz, no jogo que até pode decidir o título, se o Sporting vencer este domingo o Gil Vicente.
Três jogos sem sofrer é novidade nas águias
É a primeira vez esta temporada que o Benfica está três jogos consecutivos sem sofrer qualquer golo na Liga (Sporting, 2-0, Famalicão, 0-0, e Marítimo 1-0).
Sandro cruz estreia-se após caso de racismo
Sandro Cruz estreou-se este sábado pela equipa principal. O lateral-esquerdo foi recentemente vítima de insultos racistas, num jogo entre o Rio Ave e o Benfica B (II Liga).
Análise ao jogo
Positivo: Uruguaio dos milhões
É nesta altura um jogador à margem de todos os outros. Darwin marca muito mas também é quase o único que tenta desequilíbrios. A sua qualidade vai fazer muita falta ao futebol português, mas falta também fazem os milhões que vai dar ao Benfica.
Negativo: Oportunidades perdidas
Veríssimo apostou em simultâneo em Paulo Bernardo e João Mário à frente de Weigl. Opções falhadas. Tanto o jovem da formação, como o internacional português não souberam aproveitar as oportunidades que já projetam para 2022/23.
Arbitragem: Expulsão acertada
O vermelho a Winck é bem mostrado. Não parece haver intenção, é certo, mas a entrada é imprudente e muito dura. Atinge Sandro Cruz com o pé e com o braço. Bem a mostrar amarelo a Paulo Bernardo por simulação na área maritimista.
Análise aos jogadores
Darwin Núñez - No sítio certo para fazer o 26.º golo na Liga. Além do golo de oportunidade tentou sempre os habituais desequilíbrios. É o único entre as águias que busca sempre mais e mais.
Odysseas – Algumas saídas a punhos e pouco mais. Já nos descontos evitou, em grande estilo, o empate.
André Almeida – Cumpriu defensivamente e foi importante nos lances aéreos.
Otamendi – Tarde sem grande trabalho do argentino, que resolveu bem os problemas que teve pela frente.
Vertonghen – Não cometeu nenhum erro de monta, mas também não conseguiu fazer as dobras necessárias ao lateral Sandro Cruz.
Sandro Cruz – Estreia com mais baixos que altos. Teve algum atrevimento ofensivo, mas pecou na defesa com algumas perdas de bola. o Weigl – Muito faltoso. Com pouca ajuda de Paulo Bernardo e João Mário, perdeu preponderância, nomeadamente nas transições do Marítimo.
Paulo Bernardo – Pouca influência, pouca ação e pouca qualidade. Tem oportunidades mas não está a saber agarrá-las. Apenas um remate perigoso.
João Mário – A jogar mais no apoio a Darwin teve tarde fraca. Nunca conseguiu ter bola nem influência atacante.
Everton – Ressurgiu no onze após castigo. Velocidade e algumas arrancadas. Ainda assim pouco.
Gil Dias – Continua a ganhar confiança. Decisivo logo a abrir o jogo no remate que resultou no único golo.
Gonçalo Ramos – Pouco em jogo. Sem bola.
Tiago Gouveia – Estreia.
Lazaro – Cumpriu.
Meité – Pouco tempo.
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