Águia esteve sofrível e ainda ouviu assobios dos adeptos até à finalização de classe de Gonçalo Ramos.
Um penálti marcado e outro defendido. A chamada lotaria dos 11 metros saiu ao Benfica, mas não chegou para tirar a águia da pobreza exibicional. Os sustos em Arouca apenas terminaram com a finalização de classe de Gonçalo Ramos, nos descontos, a garantir a vitória que dá a reaproximação, à condição, dos encarnados aos rivais da frente.
Desta vez, Veríssimo apostou num ataque com Darwin e Yaremchuk e num meio-campo com João Mário preferencialmente mais pela esquerda e Paulo Bernardo no miolo. Houve mexidas no onze, não tanto no futebol. O marasmo só foi travado pelos penáltis.
Antes disso, registo único para um lance em que Mateus Quaresma começa por fazer um corte defeituoso, mas acaba por evitar o golo de Darwin em cima da linha. Ainda assim, o uruguaio tinha tocado na bola com a mão, pelo que toda a jogada estaria ferida de morte.
A seguir, grandes penalidades. João Basso comete uma infantilidade e faz falta sobre Darwin. O próprio uruguaio executa o 0-1, com um saltinho tornado famoso por Jorginho (Chelsea) e Bruno Fernandes. Tão famoso que Basso também quis fazer o mesmo depois de Odysseas travar Arsénio na pequena área. O problema arouquense é que o resultado foi totalmente diferente - o penálti do central vai para o meio e o grego defende com os pés, com Arsénio a falhar o alvo na recarga subsequente. 0-1 ao intervalo, castigo máximo para o Arouca.
No descanso, saiu Yaremchuk e entrou Everton e foi o brasileiro a rematar com perigo aos 53’. Pouco depois, finalmente uma boa jogada dos encarnados, com Rafa a disparar para defesa de Victor Braga. A partir de então, só deu Arouca, com o Benfica remetido à defesa e os adeptos a não esconderem o desagrado, através de assobios.
Bukia fez parar os corações benfiquistas (72’) e depois foi Odysseas a segurar o 0-1 numa mancha perante Antony (80’). Só uma finalização de classe de Gonçalo Ramos, nos descontos, após livre de Grimaldo, trouxe o descanso. O Benfica chega-se à frente, têm a palavra os rivais.
"Não fizemos uma grande exibição"
"Não estivemos ao nível que sabemos que podemos estar. Agora é analisar e trabalhar. Estamos a introduzir alterações com o comboio em andamento e isso acaba por ter reflexo na fase ofensiva e defensiva. Não fizemos um grande jogo, mas sabemos o valor que temos", disse Nélson Veríssimo, que falou sobre a segunda parte da equipa e a mudança de esquema tático. "Na primeira parte não tivemos o controlo que devíamos ter tido. Sentimos necessidade de corrigir e isso passou pelo 4-3-3. Tínhamos como objetivo dar mais segurança e controlo ao jogo, projetar e abrir alas em amplitude, de forma a controlar mais o jogo. Na segunda parte fomos conseguindo isso a espaços. Depois houve um período em que não conseguimos, porque baixámos o bloco, não tivemos qualidade na pressão, é um aspeto a trabalhar. Há que reconhecer que não fizemos uma grande exibição." A ‘final four’ é, para o técnico, "um objetivo": "Não vai ter mais ou menos importância em função do contexto. Temos a ambição de vencer."
Encarnados voltam a atacar arbitragem e falam em "injustiça"
"A injustiça de que fomos vítimas, para mais havendo o recurso à videoarbitragem, com Estoril, FC Porto e Moreirense, só para citar as mais recentes, não nos vai desviar da nossa ambição", escreveu o Benfica na newsletter, reforçando: "Jogo a jogo, sejam quais forem as circunstâncias, esta é sempre a postura requerida a quem tem a honra e a responsabilidade de defender as nossas cores."
Análise ao jogo
Positivo: Grego agarrou o resultado
Como muitas vezes durante a época, Odysseas voltou esta sexta-feira a ser fundamental. Se é certo que tem responsabilidades no penálti que comete, também o defende. Na segunda parte, foi ele a segurar a vantagem.
Negativo: Desnivelado por Basso
João Basso teve uma noite infeliz ao cometer a grande penalidade que acaba no 0-1 de Darwin e ao falhar, depois, o penálti que significaria o 1-1 para o Arouca. O Benfica venceu, mas esteve longe de convencer.
Arbitragem: Penáltis bem ajuizados
Nuno Almeida acompanhou de perto e assinalou bem os dois lances que acabam em dois penáltis, um para cada lado. Controlou sem grandes problemas no nível disciplinar.
Análise aos jogadores
Darwin - Foi um oásis (pequeno é certo) no deserto. Foi dele o único lance de perigo no 1.º tempo. Depois cavou o penálti que viria a converter. O goleador vai fazer falta para a Taça da Liga.
Odysseas – Um disparate levou-o a cometer um penálti que viria a defender. Manteve a vantagem com uma defesa enorme aos 80’.
Lázaro – Surpresa no onze, mostrou-se nervoso no início. Algumas descidas pelo flanco mas pouca efetividade.
Otamendi – Arsénio surgiu-lhe nas costas antes do penálti. Algumas desatenções.
Vertonghen – Após uma 1ª parte sem trabalho, surgiu inquieto, sem velocidade e muito desacerto após o intervalo.
Grimaldo – Tentou dar profundidade no flanco, mas quase não se viu. Assistência a terminar para o 2-0.
Weigl – Engolido pelo meio-campo do Arouca no segundo tempo.
João Mário – Numa posição mais lateral, não teve bola. Quando regressou ao miolo continuou a ser inexistente.
Paulo Bernardo – Abnegado mas sem capacidade de levar a equipa para a frente.
Rafa –Algumas arrancadas e pouco critério no último passe. Falhou enorme chance a abrir o 2º tempo.
Yaremchuk – Quase nunca tocou na bola. Fraco.
Everton – Entrou bem com um remate perigoso.
Diogo Gonçalves – Pouco.
Taarabt – Boa arrancada.
Gonçalo Ramos – Fugiu bem à marcação para o 2-0.
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