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Correio da Manhã

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"Não creio que Messi seja um criminoso"

Presidente da Liga recorda que jogador ajudou Estado espanhol.
Leonel Lopes Gomes 8 de Julho de 2016 às 20:27
A Procuradoria de Justiça requereu esta sexta-feira a absolvição do futebolista do Barcelona Lionel Messi, que está a ser julgado por evasão fiscal, mas o advogado do fisco manteve as acusações, comparando o futebolista a um chefe do crime
A Procuradoria de Justiça requereu esta sexta-feira a absolvição do futebolista do Barcelona Lionel Messi, que está a ser julgado por evasão fiscal, mas o advogado do fisco manteve as acusações, comparando o futebolista a um chefe do crime FOTO: Albert Gea/Reuters
O presidente da Liga espanhola de futebol, Javier Tebas, teceu comentários elogios para com Lionel Messi, dois dias após o argentino ter sido condenado a 21 meses de prisão, com pena suspensa, por delitos fiscais cometidos entre 2007 e 2009 por um tribunal de Barcelona.

"Não creio que Messi seja um criminoso. E acredito que ele não sabia de nada. Espero que a decisão do Supremo Tribunal seja alterada. Messi fez algo que não é correto mas não se pode esquecer que ele contribuiu com mais de 160 milhões de euros para o estado. Com esse dinheiro fizeram-se estradas, hospitais", afirmou o dirigente, em declarações citadas pelo site Goal.Com.

Salientando que a situação esteja a afetar o jogador do Barça, Tebas teme que este abandone o campeonato do país vizinho. "Não há qualquer perseguição ou mão negra contra Messi ou o Barcelona. O mundo do desporto está a ser investigado", acrescentou.

Via Twitter, o presidente dos culés, Josep Maria Bartomeu, manifestou total apoio ao craque sul-americano.

"Leo, quem te ataca, ataca o Barça e a sua história. Vamos defender-te até ao fim. Sempre juntos", escreveu o líder da direção dos bicampeões espanhóis.


Na quarta-feira, um Tribunal de Barcelona condenou Lionel Messi e o pai, Jorge Horacio Messi, a 21 meses de prisão cada, por fraude fiscal. O atleta de 29 anos e o pai estavam acusados de defraudar o Fisco espanhol em 4,1 milhões de euros, entre 2007 e 2009, por não pagarem impostos relativos às quantias recebidas pelos direitos de imagem.

Ambos vão recorrer da sentença para o Supremo Tribunal espanhol.


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