Clube sagrou-se pentacampeão na partida contra o Lens.
O pentacampeonato do Paris Saint-Germain era a aposta mais esperada, no arranque do campeonato francês de futebol, mas ninguém apontaria para uma réplica tão boa por parte do Lens, que lutou com garra até ao fim.
Não podia ser melhor o palco do começo da festa, para o emblema parisiense, justamente Lens, onde esta quarta-feira venceu por 2-0, com golos de Kvaratskhelia e Mbaye, confirmando o primeiro 'penta' do clube campeão europeu e finalista da Liga dos Campeões.
Há um ano, o Paris Saint-Germain era campeão antecipado em 05 de abril (a seis jornadas do fim do campeonato), mas agora teve de esperar até meio de maio, 'prescindindo' de apenas uma jornada, a final, quando os festejos se transferirem para a capital, no terreno do vizinho Paris FC.
A equipa dos internacionais portugueses Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos terá depois duas semanas de pausa, para, no final do mês, tentar fechar a época 2025/26 com chave de ouro, na final da Liga dos Campeões, contra os ingleses do Arsenal, na defesa de um título que conquistou pela primeira vez na época passada.
Menos impressivo do que na última época, regista cinco derrotas nos 33 jogos já disputados na Ligue 1, além de quatro empates. As derrotas foram concedidas ante o Mónaco, por duas vezes, o Lyon, de Paulo Fonseca, o Marselha e o Rennes.
Na Taça de França, caiu cedo, frente aos vizinhos do Paris FC, nos 16 avos de final, ao contrário da última época, em que triunfou.
Menos de década e meia foi quando bastou para o Paris Saint-Germain saltar de uma posição subalterna para o topo da lista de vencedores da Liga francesa, com um total de 14 títulos conquistados (12 dos quais nas últimas 14 épocas), mais quatro do que o Saint-Étienne, o segundo clube mais titulado.
O emblema que garbosamente ostenta a Torre Eiffel no equipamento apenas deixou escapar o cetro duas vezes desde 2013: em 2016/17, para o Mónaco, treinado pelo português Leonardo Jardim, e em 2020/21, para o Lille, também com um respeitável contingente de jogadores lusos.
O Lens ameaçou a supremacia do Paris Saint-Germain, emulando a campanha do campeão mesmo até ao fim, chegando a liderar o campeonato ainda na 22.ª jornada, seguindo depois sempre com atraso mínimo.
A formação treinada pelo espanhol Luis Enrique era esperada campeã, de qualquer forma, tal a diferença de valor para os restantes candidatos, Lens incluído.
Desde Lucas Chevalier e o russo Matvey Safonov, que dividem a baliza após a saída de Donnarumma, até ao ataque, em que os titulares poderiam ser escolhidos através de moeda ao ar, passando por uma defesa mais sólida e um meio-campo simultaneamente laborioso e criativo, o plantel do Paris Saint-Germain vive, decididamente, à altura dos milhões que custou.
Na defesa continua a brilhar o equatoriano Pacho, com grande época também para Lucas Hernández e para o ucraniano Ilya Zabarnyi, com o capitão Marquinhos menos utilizado no campeonato. Mas é sobre os ombros do médio João Neves que incide todo o peso dos equilíbrios da equipa, a dar margem para as longas correrias de Nuno Mendes e do marroquino Hakimi, dois laterais que se confundem com extremos.
A harmonia dos movimentos ofensivos resulta, em boa medida, da inspiração de outro médio português, Vitinha, cujas ideias luminosas têm, habitualmente, acompanhamento à altura por parte do jovem Zaïre-Emery ou de Fábian Ruiz, esta época afetado por lesões.
Gonçalo Ramos tem sido um 'suplente de luxo', mas mostra-se à altura sempre que é chamado. A concorrência é mesmo a grande nota do ataque dos parisienses.
Barcola tem sido o mais utilizado, aparecendo também com frequência Doue e Dembélé, ambos de assinalável veia goleadora (melhores marcadores da equipa), muitas vezes com nota artística. Em alta, nas últimas semanas, está o georgiano Kvaratskhelia.
Após anos sucessivos de investimentos megalómanos, o catari Nasser Al-Khelaïfi, presidente e 'dono' do Paris Saint-Germain, talvez consiga agora justificar a si próprio a aposta num clube que apenas se tinha sagrado duas vezes campeão francês, a última quase duas décadas antes, com o português Artur Jorge como treinador.
Sob orientação precisa de Luis Enrique, que está a viver uma terceira época inesquecível em Paris, a equipa encontrou a consistência que nunca conseguiu demonstrar na era das grandes estrelas (Messi, Mbappé, Neymar) e cumpriu o desígnio do seu proprietário: a conquista da Liga dos Campeões, que pode repetir já no dia 30.
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