Defesa do FC Porto Pepe foi alvo de uma suspensão de 23 dias, a mesma punição atribuída ao sportinguista Tabata.
O Sporting pediu na terça-feira a demissão do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e criticou o castigo aplicado ao defesa do FC Porto Pepe, na sequência dos incidentes no 'clássico' de fevereiro.
Em comunicado divulgado no site oficial, os 'leões' reagiram aos castigos aplicados pelo CD da FPF a vários elementos de Sporting e FC Porto, com destaque para Pepe, que foi alvo de uma suspensão de 23 dias, a mesma punição atribuída ao sportinguista Tabata.
Além de referir que o central portista "procurou ocultar o arremesso de um projéctil para o terreno de jogo", durante o 'clássico' da 22.ª jornada da I Liga, o Sporting afirma que Pepe "pontapeou e empurrou Hugo Viana perante o árbitro, o que este fez constar em relatório", causando no diretor para o futebol 'leonino' um "traumatismo que o Prof. Doutor José Carlos Noronha confirmou ser compatível com um pisão dado por jogador calçado com chuteiras de pitons de alumínio".
Ainda assim, segundo o Sporting, Pepe "negou tê-lo feito", tendo no castigo aplicado pelo CD da FPF "beneficiado de quatro circunstâncias atenuantes, a saber: prestação de serviços relevantes ao futebol, louvor por mérito desportivo, provocação (porque Hugo Viana "entrou no terreno de jogo") e forte perturbação".
"[Pepe] tem no seu histórico disciplinar, entre outros destaques na Liga Espanhola, uma suspensão de 10 jogos por agressão a um jogador adversário, sendo à época um dos 10 maiores castigos aplicados pela Federação espanhola", escreve o clube de Alvalade.
Por outro lado, o Sporting lembra que o seu jogador Bruno Tabata, "que após o final do jogo empurrou Luís Gonçalves [diretor-geral do FC Porto] quando este agarrava o pescoço de Gonçalo Inácio, confessou a infração, beneficiou de uma circunstância atenuante (provocação) e foi punido com 23 dias de suspensão".
O clube 'verde e branco' lembrou ainda que continua sem ser "conhecida qualquer decisão relativamente aos comportamentos adotados pelos elementos da organização de jogo do FC Porto que protagonizaram as agressões e arremessos de objetos após o final do jogo, os quais continuam e continuarão a estar presentes nos jogos disputados" no Estádio do Dragão.
Desta forma, o Sporting recorda o comunicado que emitiu em fevereiro do ano passado: "A evidência da situação torna também evidente que este Conselho de Disciplina não tem condições para assumir a importante responsabilidade que é conduzir a disciplina desportiva profissional. Resta, portanto e apenas, o caminho da demissão."
Pepe e Tabata foram suspensos por 23 dias, mas podem jogar o encontro da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, na quinta-feira, caso os clubes decidam recorrer, informou na terça-feira o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
Os dois jogadores, que foram ainda multados em 2.870 euros, foram suspensos na sequência do inquérito instaurado após os incidentes verificados no encontro da 22.ª jornada da I Liga, disputado no estádio do Dragão, em 11 de fevereiro, e que terminou empatado 2-2.
Pepe e Tabata, que já cumpriram preventivamente 13 dos 23 dias, podem recorrer do castigo, mas, no caso do portista, o clube pode apelar para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), enquanto o brasileiro do Sporting teve despacho de decisão por ter confessado, pelo que, a recorrer, será para o pleno do Conselho de Disciplina.
Os dois jogadores foram expulsos já após o termo do encontro, por terem agredido adversários. No caso de Pepe, este foi acusado de pontapear o diretor-desportivo dos 'leões', Hugo Viana, enquanto Tabata foi acusado de empurrar o diretor-geral e administrador da SAD portista Luís Gonçalves.
Além destes dois jogadores, também o defesa sportinguista Matheus Reis foi sancionado com um jogo de suspensão, podendo o Sporting recorrer para o pleno, por este ter igualmente confessado.
O administrador portista Luís Gonçalves foi alvo de inquérito por se ter envolvido nos incidentes e condenado numa pena de suspensão de 68 dias, podendo recorrer para o TAD, enquanto o diretor-desportivo 'leonino' Hugo Viana viu o inquérito que lhe foi movido ser arquivado.
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