É um território praticamente desconhecido para a maioria dos portugueses. Muitos julgam-no um desses países árabes perdidos no meio do deserto, com muito petróleo, mas sem interesse para visitar. Puro engano: Dubai é a terra de todos os fascínios.
Situado no Golfo Pérsico, o Dubai é o segundo maior dos sete estados que formam os Emirados Árabes Unidos. De visita a este país das arábias, a primeira surpresa temo-la logo à chegada ao aeroporto, que tem a fama de possuir o melhor e mais barato ‘dutty free’ do mundo, onde se pode comprar desde o mais vulgar perfume, ou roupas das marcas mais conhecidas, às últimas novidades em equipamento electrónico ou automóveis de luxo – como Rolls-Royce, Bentley, Mercedes-Benz, Porsche, entre outros. Chegados à cidade, depara-se-nos uma metrópole moderna, de fazer inveja a qualquer capital ocidental, com avenidas largas (e limpas) ladeadas de enormes arranha-céus, alguns deles hotéis das maiores cadeias internacionais, e outros pertencentes a empresas e a importantes bancos e instituições financeiras, não fosse o Dubai uma das principais praças de negócios da região.
Sinais de uma riqueza recente que surgiu com a descoberta, nos anos 60, das importantes jazidas de petróleo que desde então têm sido o suporte de todos os negócios na zona e que estiveram, inclusive, na base da decisão dos vários emires em criarem uma federação com efeitos económicos, militares e políticos. Assim nasceram os hoje designados por Emirados Árabes Unidos, que se situam numa região de escassos recursos, além do petróleo, e onde a incursão europeia começou durante o século XVI com a chegada dos portugueses, ainda que a nossa presença tivesse sido pouco relevante. Os primeiros povos a instalarem-se na zona, em pequenas comunidades, eram membros das tribos idas do interior da Península Arábica.
Dada a escassez de recursos, essas tribos tinham na pirataria a sua principal actividade, cobrando um tributo a todo o barco que quisesse atravessar o golfo, mas sem a mínima garantia de, em certas ocasiões, o assalto e a pilhagem se concretizarem. Tratava-se, afinal, de um território notoriamente inseguro, em que as distintas frotas de piratas das tribos não ajudavam à sua pacificação. Situação que se manteve até ao início do século XIX, quando a intervenção da armada britânica destruiu a principal base, situada em Ras al Jaima, e obrigou as demais tribos a assinar tréguas, comprometendo-se estas a acabar com a violência no mar.
Nos 150 anos seguintes, os habitantes da zona voltaram à actividade comercial da pesca e à captura de pérolas. Em 1968, a Grã-Bretanha decidiu retirar toda a sua força militar e em 1971 afastou-se definitivamente da região, iniciando-se então a exploração em grande escala dos poços de petróleo em Abu Dhabi. Mas foi depois da chamada crise do petróleo, em 1973, quando o preço do barril subiu na ordem dos 70%, que se deu o rápido crescimento das modernas cidades desta federação constituída por sete emirados: Abu Dhabi, Dubai, Ajman, Fujairah, Sharjah, Ras al Khaimah, e Umm al Quwain.
Segurança absoluta Hoje, o Dubai (mas também os restantes seis emirados) é um local absolutamente seguro, não havendo a menor razão para se ter qualquer receio, seja onde for. Como principal centro de negócios e de turismo do Médio Oriente, este emirado oferece aos visitantes fantásticos contrastes, da modernidade das suas cidades à aridez do deserto. Sem dúvida, um destino exótico com um estilo de vida cosmopolita, onde se combina o conforto e a comodidade dos excelentes hotéis com a hospitalidade própria deste povo árabe.
A oferta turística é muito variada, desde passeios ao longo do braço de mar nos característicos barcos denominados “dhows”, a pequenas viagens de helicóptero, havendo ainda um sem número de visitas e excursões que se podem fazer a fantásticos locais do interior do país, para apreciar, por exemplo, um pôr-do-sol em pleno deserto, de uma beleza única. Aliás, os passeios mais populares são os safaris no deserto, em modernos jipes com ar condicionado, em que se combina o divertimento de conduzir nas dunas à possibilidade de uma vista de olhos à vida selvagem dos camelos, podendo tudo isto terminar num acampamento árabe a desfrutar de um “barbecue” ao luar.
Além das extraordinárias praias, de águas cristalinas e areias limpas, o Dubai oferece igualmente grandes facilidades para a prática das mais diversas actividades e diferentes desportos, desde o golfe, ao ténis, passando pelo mergulho, vela, ski aquático, entre outros. Paraíso para compras Os excelentes hotéis de luxo, concebidos para responder às necessidades tanto dos turistas como dos homens de negócios, têm um papel de grande importância na vida social dos residentes locais. De todos os hotéis existentes, o mais importante deles é, sem dúvida, o famoso Burj al Arab (o único no mundo com sete estrelas), que funciona como principal ícone deste emirado, ao ponto das matrículas dos automóveis ostentarem a sua silhueta.
Não obstante este ser um país muçulmano, o consumo (moderado) de bebidas alcoólicas é permitido nos hotéis. Em relação à gastronomia, não há que ter a mínima preocupação, de tão variada que é a oferta, quer nos hotéis, quer fora deles, havendo centenas de pequenos bares dispersos pela cidade com todo o tipo de comida, da mais exótica à conhecida cozinha francesa. À noite há de tudo e para todos os gostos. Bares e pubs existem nos melhores hotéis, quase sempre com música ao vivo, e além disso há uma variedade muito grande de discotecas e bares tipicamente árabes.
As compras são outro dos grandes atractivos para os visitantes. E também neste capítulo a oferta é grande, com todo o tipo de produtos a preços imbatíveis em soberbos centros comerciais, convenientemente localizados ao longo da cidade. Mas quem preferir um local mais típico, as compras nos chamados “souks” podem ser bastante divertidas e bem mais baratas, até porque a transacção faz-se sempre após longa negociação. Regatear os preços é uma prática comum, podendo baixar substancialmente em relação ao inicialmente pedido, sobretudo pago a dinheiro. Nos becos do mercado tradicional encontram-se lojas que vendem desde as especiarias e artesanato local às últimas novidades em câmaras de filmar. Mas o mais impressionante é o número de pequenas lojas que se dedicam ao comércio de ouro, e a preços convidativos.
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
Localização: Médio Oriente
Área: 83.600 Km2
Capital: Abu Dhabi
Fuso horário: 4 horas
Moeda: Dirham (dhs)
Língua oficial: árabe
Indicativo telefónico: 009714
População: 2.600.000 (700.000 do Dubai)
Religião: islâmica 95% (75% sunita e 20% xiita)
Regime de governo: Federação de sete emirados com um Conselho Supremo. O presidente é de Abu Dhabi e o vice-presidente e primeiro-ministro do Dubai.
Actividades económicas: Petróleo e gás natural
Passaporte com uma validade mínima de seis meses. Visto obrigatório que pode ser tirado gratuitamente à chegada ao aeroporto, por um período máximo de 60 dias, renováveis até aos 90 mediante o pagamento de 500 dhirams (http://dnrd. gov.ae). É interdita a entrada a visitantes com carimbo de Israel no passaporte. Para outras informações, consultar o “site” http://dubaitourism.co.ae/
Não há voos directos de Lisboa para o Dubai. Consoante a companhia aérea escolhida, assim se poderá fazer a viagem: por Londres, Frankfurt, Paris e Roma, por exemplo.
As principais cadeias internacionais de hotéis estão instaladas no Dubai. O Burj al Arab (Torre dos Árabes) é o mais importante hotel e o único no mundo de sete estrelas, com 202 suites duplex.
Obrigatório ver e fazer:
- Casa restaurada do xeique Saeed, na Shyndagha
- Escola Al Ahamadiyah, a primeira instituição educacional do Dubai
- Antigo forte Al Fahidi (hoje Museu do Dubai)
- Dubai World Trade Center
- Zoo do Dubai
- Passeio no Dubai Creek nos barcos típicos “dhow”
- Safari no deserto
- Compras no mercado do ouro
Burj al Arab 7 estrelas
O Dubai possui aquele que é considerado o melhor hotel de tod
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