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Espionagem: o “planisfério de Cantino”

No conflito pelo domínio do comércio das especiarias, uma das derrotas nacionais foi a “fuga” deste mapa.

15 de março de 2026 às 17:30

No longo conflito que opôs os portugueses aos seus rivais italianos pelo domínio do comércio das especiarias, uma das derrotas nacionais foi a “fuga” do mapa que passou à história como o “Planisfério de Cantino”. O nome vem de Alberto Cantino, um espião que operava em Lisboa no início do século XVI, com cobertura diplomática comercial fornecida por Hercules d’Este, duque de Ferrara. A sua missão secreta era obter um mapa das mais recentes navegações dos portugueses. Cantino cumpriu. Andou por Lisboa, alegadamente, a negociar cavalos. Mas por 12 ducados (cerca de 6000 euros em valores atuais: um ducado correspondia a 3,5 gramas de ouro), subornou um cartógrafo português que desenhou uma reprodução do planisfério que se encontrava na Casa da Guiné e da Índia – o centro nevrálgico da marinha portuguesa e da organização das viagens dos Descobrimentos -, junto ao Paço da Ribeira, no local onde hoje se ergue o torreão poente da Praça do Comércio.

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